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Retirada parcial de tropas dos EUA é alerta para a Europa, diz ministro alemão

Retirada de cerca de cinco mil militares dos Estados Unidos da Alemanha força a Aliança do Atlântico Norte a exigir maior responsabilidade europeia pela segurança

O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius
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  • O Pentágono anunciou a retirada de cerca de cinco mil soldados da Alemanha nos próximos seis a doze meses.
  • O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, disse que a retirada era previsível e que a Europa precisa assumir mais responsabilidade pela sua segurança.
  • Pistorius afirmou que a presença norte‑americana na Europa é do interesse dos dois países e mencionou operações conjuntas em Ramstein, Grafenwöhr, Frankfurt e outros locais.
  • O chefe da Defesa alemão afirmou que a Europa deve liderar a sua defesa na NATO, deixando claro que a resposta é uma responsabilidade europeia.
  • A Alemanha compromete‑se a fortalecer a Bundeswehr, aumentar o material, investir em inovação e infraestruturas, mantendo coordenação com aliados, especialmente o Grupo dos Cinco (Reino Unido, França, Polónia e Itália).

O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, afirmou que a retirada parcial de cerca de 5 mil soldados norte-americanos da Alemanha era previsível, mas que o anúncio do Pentágono evidencia que a Europa precisa assumir mais responsabilidade pela sua segurança.

Pistorius disse que, dentro da NATO, é necessário tornar a Europa mais autónoma para manter a sua relevância transatlântica. O comunicado foi divulgado no canal de WhatsApp do Ministério da Defesa, conforme a agência EFE.

O Pentágono informou que, nos próximos seis a 12 meses, os EUA vão retirar aproximadamente 5 mil militares da Alemanha. A medida surge após críticas do chanceler alemão, Friedrich Merz, sobre a estratégia de saída dos EUA do conflito com o Irão.

Apesar da retirada prevista, o ministro destacou que a presença norte-americana na Europa continua benéfica para ambos os países, lembrando que restam quase 40 mil tropas estacionadas na Alemanha. A redução é considerada modesta nesse contexto.

Pistorius apontou que Washington e Berlim mantêm cooperação próxima em bases como Ramstein, Grafenwöhr e Frankfurt, trabalhando pela paz, pela Ucrânia e pela dissuasão conjunta. Também sublinhou que as forças americanas aproveitam a presença alemã para operações na África e no Médio Oriente.

Em Estugarda permanecem ativos o Comando Europeu dos EUA (EUCOM) e o Comando para África (AFRICOM). O ministro destacou que as novas alterações não alteram o compromisso com a segurança europeia.

Afirmou ainda que o anúncio do governo norte-americano deixa claro que a Europa deve assumir uma liderança maior na defesa coletiva da NATO. A Alemanha, acrescentou, está no caminho certo, com reforço da Bundeswehr, aquisição de material moderno e investimento em infraestruturas.

Contexto e implicações

Pistorius mencionou que a Alemanha vai coordenar com aliados próximos, incluindo o Grupo dos Cinco (Reino Unido, França, Itália e Polónia), para manter a dissuasão na região. Não houve indicação de mudanças para operações específicas ou prazos adicionais.

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