- O general Mohammad Jaafar al-Asadi, vice-chefe de inspeção do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, afirmou que as Forças Armadas estão totalmente preparadas para qualquer nova aventura ou loucura dos Estados Unidos.
- Al-Asadi disse que as ações e declarações norte-americanas são sobretudo para fins mediáticos e visam livrar-se do atoleiro em que entraram.
- O Irão, através do Paquistão, apresentou uma nova proposta de paz a Washington, já tendo apresentado uma proposta anterior com negociações em fases para terminar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz.
- Trump considerou insatisfatória a proposta iraniana, adiando negociações sobre o programa nuclear; as negociações diretas permanecem paralisadas devido ao bloqueo naval dos EUA.
- O Irão mantém o controlo do tráfego no Estreito de Ormuz, rota pela qual passa cerca de 20 por cento do petróleo mundial, o que impacta a economia e o preço do crude.
O alto responsável militar iraniano afirmou que é provável retomar o confronto com os EUA. A declaração foi feita por Mohammad Jaafar al-Asadi, vice-chefe de inspeção do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, segundo a agência Fars.
Al-Asadi disse que as Forças Armadas estão totalmente preparadas para qualquer nova ação dos norte-americanos. Afirmou ainda que ações e declarações de autoridades dos EUA servem principalmente a fins mediáticos.
As declarações ocorrem após Donald Trump considerar insatisfatória a última proposta de acordo apresentada pelo Irão. A proposta iraniana foi enviada ao Paquistão, mediador, na semana passada, com várias fases de negociação.
Contexto diplomático
O Irão apresentou a uma etapa inicial um processo que visava fim da guerra e a reabertura do Estreito de Ormuz em conjunto com as partes, deixando pela frente a questão nuclear. Washington, no entanto, não se comprometeu com esse calendário.
Os mediadores paquistaneses reportaram que Trump não ficou convencido com a nova proposta, que era apresentada após uma trégua de duas semanas acordada a 8 de abril. O cessar-fogo foi prolongado para permitir negociações.
Enquanto as negociações diretas permanecem estagnadas, Teerã mantém o controlo do tráfego no Estreito de Ormuz, passagem estratégica que já influenciou o preço do petróleo. O bloqueio naval aos portos iranianos continua uma das questões centrais.
Entre na conversa da comunidade