- Cinquenta e seis países reuniram-se em Santa Marta, Colômbia, para a primeira conferência dedicada a uma transição justa para longe dos combustíveis fósseis.
- A delegação europeia foi a mais numerosa, representando trinta por cento dos participantes; os Estados Unidos estiveram ausentes.
- A conferência ocorre à margem da COP31, marcada para Antalya, Turquia, de nove a vinte de novembro de 2026, sob liderança turca.
- A sociedade civil abriu espaço central, com uma Cimeira Popular de quatro dias que reuniu mais de mil organizações e outros grupos da sociedade.
- França apresentou o roteiro nacional para a transição, com fim do carvão até 2030, petróleo até 2045 e gás até 2050, integrando medidas de apoio e novas metas.
A conferência em Santa Marta, Colômbia, reuniu 56 países para debater uma transição ordenada para fora dos combustíveis fósseis. O evento antecedeu a COP31, que terá lugar em Antalya, Turquia, de 9 a 20 de novembro de 2026. A finalidade é avançar em direcção a uma transição justa.
A participação foi marcada pela ausência dos EUA, maior produtor global de petróleo e gás. A maioria europeia foi representada pela delegação continental mais numerosa. Vários produtores de carvão e petróleo estiveram presentes, incluindo Austrália e Noruega.
Cimeira e participação
A cimeira destacou a participação da sociedade civil, com uma Cimeira Popular de quatro dias que reuniu mais de mil organizações, cientistas e representantes de comunidades. O foco expandiu-se para além da energia, cobrindo impactos económicos e sociais.
Planos nacionais e compromissos
França apresentou o roteiro nacional para abandonar fósseis, com fim do carvão até 2030, petróleo até 2045 e gás até 2050, no âmbito da neutralidade carbónica. Medidas incluem proibição de caldeiras a gás em novos edifícios a partir de 2026.
Enquadramento jurídico e financeiro
Juristas defendem que abandonar fósseis é uma obrigação legal, não apenas política. Uma carta aberta assinada por advogados e académicos solicita eliminação progressiva dos fósseis e cooperação internacional para evitar danos climáticos.
Ciência e inovação
Mais de 500 cientistas ajudam a construir um novo órgão consultivo para orientar a transição, alimentando o relatório final da conferência. O objetivo é manter o aumento da temperatura abaixo de 1,5 °C e definir caminhos setoriais práticos.
Financiamento da transição
O financiamento permanece o principal desafio, sobretudo no Sul Global. Países exploram uso de receitas de fósseis para financiar a transição, enquanto comunidades indígenas alertam contra dependência de mercados de carbono e esquemas de compensação.
Dinâmica de negociações
A exclusão de lobistas de combustíveis fósseis mudou o tom das discussões, promovendo um espaço mais centrado em soluções. O grupo presente pretende ir além de metas, buscando implementação prática.
Perspetivas futuras
Tuvalu anunciou que acolherá a próxima conferência. A ideia é promover uma transição que combine eliminação dos fósseis, energia renovável para todos e proteção das comunidades locais, com ênfase em ações concretas.
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