- O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, foi questionado durante quase seis horas no Congresso sobre a guerra no Irão.
- Dados do Pentágono apresentados à Comissão de Serviços Armados apontam um custo de 25 mil milhões de dólares, elevando as despesas de defesa para 1,5 biliões de dólares no conjunto.
- Democratas questionaram as motivações da guerra, o bombardeio de uma escola que matou crianças e a redução de munições críticas, bem como as relações com aliados de Donald Trump.
- Hegseth negou ter enganado o público e defendeu as demissões de oficiais superiores, incluindo o principal militar do Exército, general Randy George, alegando necessidade de “nova liderança”.
- A audiência também abordou a eventual manutenção da ameaça iraniana, com Hegseth a dizer que o Irão ainda possui ambições nucleares, apesar de afirmações sobre destruição de instalações nucleares em 2025.
O chefe da defesa dos EUA, Pete Hegseth, foi interrogado no Congresso sobre a guerra no Irão. A audiência ocorreu na Câmara dos Representantes, na quarta-feira, e durou quase seis horas. O foco foi o custo, as decisões de estratégia e a demissão de oficiais de topo.
Dados apresentados pelo Pentágono mostraram que, até à data, o conflito já custou 25 mil milhões de dólares. Este valor surge numa sessão dedicada ao orçamento militar da administração para 2027 e aponta para um gasto total de defesa próximo de 1,5 biliões de dólares.
Democratas questionaram a validade da decisão de entrar na guerra e a gestão do conflito. Questionamentos também incidiram sobre a redução de munições críticas e o bombardeio de instalações civis, incluindo uma escola.
Hegseth defendeu a abordagem do Governo e criticou o tom de alguns adversários no Congresso. O secretário disse que as ações representam uma resposta a ameaças nucleares, mantendo a linha de que o Irão permanece com aspirações nucleares.
O debate abrangeu ainda a demissão de oficiais superiores. Hegseth justificou a saída do general Randy George como parte de uma mudança de liderança, que inclui outras reformas no alto comando.
No decorrer da sessão, questionou-se também o desempenho de aliados e a consistência de declarações da Administração Trump sobre o conflito. Alguns congressistas manifestaram preocupação com o impacto económico para os cidadãos.
O Pentágono anunciou que outros postos de comando também passaram por alterações, com demissões na Marinha e na Força Aérea. Don Bacon, deputado republicano, mencionou a necessidade de uma avaliação bipartidária sobre as mudanças.
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