- Matosinhos não avançará com transportes públicos gratuitos, aguardando o estudo da Área Metropolitana do Porto (AMP).
- A autarca Luísa Salgueiro afirma que a gratuidadom só faz sentido se abranger todos os municípios da AMP.
- A gestão fica mais complexa porque Matosinhos tem dois operadores e está em fase de estabilização de redes, sem avaliação financeira do impacto.
- A medida precisa ser supramunicipal para ter efeito, já que trabalhadores de Matosinhos podem pagar transporte ao deslocarem-se para o Porto.
- Salgueiro vai depor, a 11 de maio, no caso do hotel da Praia da Memória, em que o proprietário pede 19 milhões de euros de indemnização; a Câmara de Matosinhos e o Ministério do Ambiente também são réus.
A Câmara de Matosinhos não avançará com a gratuitidade de transportes, ao contrário do que foi anunciado para o Porto. A decisão depende de um estudo da Área Metropolitana do Porto (AMP) e de uma avaliação do impacto financeiro.
A autarca Luísa Salgueiro explicou que Matosinhos tem uma realidade diferente, com dois operadores e redes em fase de estabilização. Ela afirmou que o benefício só faria sentido com uma visão supramunicipal.
Salgueiro sublinhou que a gratuitidade deve abranger todos os municípios para evitar falhas de gestão. A decisão foi tomada na sequência de dificuldades surgidas na AMP e da necessidade de analisar o efeito na mobilidade de forma integrada.
Estudo da AMP e urgência de uma visão metropolitana
A autarca disse que Matosinhos vai aguardar o estudo da AMP para decidir, tanto no território como na colaboração com outros municípios. O objetivo é promover o transporte público com efeito real para quem cruza fronteiras municipais.
Para que o benefício tenha efeito, é essencial que haja uma escala supramunicipal, justificou. Sem isso, trabalhadores que vão para o Porto em Matosinhos continuariam a pagar por o transporte.
A edilidade acrescentou que a medida deve ser acordada solidariamente entre municípios. Evitar políticas isoladas foi o ponto central da posição de Matosinhos.
Pedido de indemnização de 19 milhões de euros
Luísa Salgueiro vai depor no tribunal a 11 de maio, no caso do hotel da Praia da Memória. O proprietário reclama 19 milhões de euros por ter visto negada a licença de construção. A Câmara de Matosinhos e o Ministério do Ambiente são réus.
Antes do embargo, houve tentativa de acordo fora do processo litigioso, que não teve sucesso. O processo começou em 2020, após a obra ter arrancado e ter sido anulada a licença.
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