- O Ministério Público afirmou que não há previsão de encerrar o inquérito da Operação Influencer até 2027, apesar da demora não ser ideal.
- O diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) garantiu que não haverá decisões precipitadas nem fundadas em pressão externa.
- O objetivo é uma justiça célere, com decisões fundamentadas na prova, mesmo que isso signifique chegar ao fim sem acusação.
- O procurador-geral da República, Amadeu Guerra, assistiu à apresentação e não prestou declarações sobre o processo.
- O caso envolve suspeitas relacionadas com um centro de dados em Sines, exploração de lítio em Montalegre e Boticas, e produção de energia a partir de hidrogénio em Sines, com detidos em novembro de 2023.
O Ministério Público (MP) não antecipa o encerramento do inquérito da Operação Influencer para 2027, admitindo que a demora não é ideal, mas garantido que não haverá decisões precipitadas. O objetivo é agir com fundamentação e sem pressas, diz o diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).
Rui Cardoso sublinhou a complexidade do caso durante a apresentação pública de propostas de alteração ao Código do Processo Penal, desenvolvidas por um grupo de trabalho do MP chefiado pelo procurador-geral adjunto José Góis. Não houve indicação de prazos definitivos.
Relativamente ao teor do inquérito, o diretor do DCIAP afirmou que o foco está em decisões bem fundamentadas, com base em provas robustas. Mesmo que o desfecho não envolva acusação, a importância é manter a objetividade e o respeito pela lei.
Progresso do inquérito e próximos passos
O MP reforçou que não há previsão para terminar o inquérito, destacando a necessidade de justiça célere, sem sacrificar a qualidade da prova. As decisões de arquivamento ou de absolvição dependem da evidência apresentada nos autos.
O procurador-geral da República, Amadeu Guerra, assistiu à sessão, mas não comentou o processo, limitando‑se a confirmar desconhecimento sobre o andamento da Influencer. O contacto com a imprensa ficou por sua conta.
Em novembro de 2023, cinco pessoas foram detidas e libertadas no âmbito da Influencer, incluindo Vítor Escária, então chefe de gabinete do ex-primeiro-ministro António Costa. O caso envolve investimento em infraestruturas e produção de energia.
As suspeitas referem-se à construção de um centro de dados em Sines (Setúbal), à exploração de lítio em Montalegre e Boticas (Vila Real) e à produção de energia por via de hidrogénio, também em Sines. O desfecho político do caso incluiu impactos inesperados na governação.
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