- A Medalha de Ouro da União Internacional dos Arquitectos foi atribuída a Eduardo Souto de Moura.
- A premiação resulta de uma candidatura da Ordem dos Arquitectos e reconhece uma obra maior, rigorosa e intemporal que representa Portugal na arquitetura contemporânea.
- Souto de Moura integra uma geração de arquitetos portugueses pós-25 de Abril, com uma prática ética, linguagem própria e enraizada no território.
- O texto destaca condições frágeis de trabalho em Portugal, com honorários desajustados e precariedade, sublinhando a necessidade de melhor apoio às futuras gerações.
- A Ordem dos Arquitectos vê a medalha como oportunidade para valorizar o património coletivo através de políticas mais justas, concursos públicos de conceção e melhores condições de exercício profissional.
A União Internacional dos Arquitectos atribuiu a Medalha de Ouro a Eduardo Souto de Moura, reconhecendo a sua obra como marco da arquitetura contemporânea portuguesa. A distinção reforça a posição de Portugal no panorama internacional da arquitetura.
A escolha decorreu de uma candidatura da Ordem dos Arquitectos e celebra uma obra que se caracteriza pela rigidez, intemporalidade e ligação ao território. Souto de Moura é apresentado como parte de uma geração de referência pós-25 de Abril.
Este momento destacará a contribuição de uma produção que tem ajudado a projetar a imagem cultural de Portugal no mundo. A distância entre reconhecimento internacional e condições de trabalho no país é apontada como uma contradição a considerar.
Reconhecimento e contexto
O galardão é visto como expressão de uma prática arquitetónica ética e intelectual, com uma linguagem própria, centrada na qualidade e na memória, no saber fazer e na vida real das cidades e das paisagens.
A notícia sublinha ainda a necessidade de melhorar as condições de trabalho de muitos arquitetos em Portugal, com honorários justos, menos precariedade e maior valorização profissional, para sustentar futuras gerações.
A Ordem dos Arquitectos vê na Medalha de Ouro uma oportunidade para valorizar o património coletivo através de políticas mais justas, concursos públicos de conceção e uma cultura de exigência.
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