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Rede internacional acusada de usar Portugal para branquear 4,5 milhões de euros

Rede internacional usou Portugal para branquear 4.485.021,19 euros, com núcleo técnico no estrangeiro e célula financeira em Coimbra

Arguidos usavam Portugal para branquear lucros de burlas informáticas
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  • Nove arguidos — cinco estrangeiros e quatro portugueses —, com idades entre 22 e 43 anos, foram acusados pelo Ministério Público de Coimbra de associação criminosa, branqueamento e falsificação de documentos, ligados a uma rede internacional de burlas informáticas.
  • A organização era estruturada em um núcleo técnico no estrangeiro e uma célula financeira sediada em Portugal; o núcleo executava intrusões com phishing, Business Email Compromise e man-in-the-middle, enquanto a célula recebia, ocultava, convertia e dispersava os fundos ilícitos.
  • Criaram dez identidades falsas e onze sociedades sem atividade, abriram 72 contas bancárias em território nacional e recrutaram intermediários, as chamadas “mulas”, para circular o dinheiro.
  • Em Coimbra, no primeiro semestre de 2023, consolidou‑se a estrutura logística para aliciar terceiros e gerir fluxos financeiros que ocultavam a proveniência dos capitais.
  • O montante ilícito alcançou 4,485,021.19 euros; foram apreendidos 1,200,640.30 euros e o MP pediu a condenação para o remanescente acima de 3,2 milhões; vítimas incluem entidades nos EUA, Noruega, Suécia, Reino Unido, Índia e Portugal, com a investigação a cargo da Diretoria do Centro da Polícia Judiciária.

A rede internacional acusada de atuar em Portugal para facilitar o branqueamento de 4,5 milhões de euros foi alvo de uma investigação que resultou na acusação de nove pessoas pelo Ministério Público de Coimbra. Entre os arguidos existem cinco estrangeiros e quatro nacionais, com idades entre os 22 e 43 anos. A acusação envolve associação criminosa, branqueamento e falsificação de documentos.

A organização operava com um núcleo técnico e uma célula financeira sediada em Portugal. O núcleo executava intrusões informáticas no estrangeiro por meio de phishing, Business Email Compromise e man-in-the-middle, enquanto a célula financeira recebia, ocultava, convertia e dispersava os fundos obtidos ilicitamente.

A Polícia Judiciária indica que o grupo falsificou passaportes de várias nacionalidades europeias, criou dez identidades falsas e onze sociedades sem atividade real, para abrir 72 contas em território nacional. Estas contas serviam para fragmentar montantes e dificultar o rastreio.

Estrutura em Coimbra e atuação internacional

No primeiro semestre de 2023, a organização criou uma estrutura logística em Coimbra para aliciar terceiros e gerir fluxos financeiros, explica o DIAP de Coimbra. Vítimas externas incluiu Estados Unidos, Noruega, Suécia, Reino Unido e Índia, bem como impactos nacionais com contas bancárias ilegitimamente utilizadas.

O montante de vantagem patrimonial apurado ascende a 4.485.021,19 euros. O Ministério Público já apreendeu e congelou saldos de 1.200.640,30 euros, pedindo a perda definitiva a favor do Estado, sem prejuízo de eventuais restituições às vítimas.

A investigação foi conduzida pela Diretoria do Centro da Polícia Judiciária. O processo envolve, no total, nove arguidos e um vasto conjunto de operações financeiras transnacionais.

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