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UE aprova sanções à Rússia, mantém suspensa proibição de serviços marítimos

UE aprova nova ronda de sanções contra a Rússia, mantendo suspensa a proibição total de serviços marítimos até acordo do G7

A UE aprovou novas sanções contra a Rússia.
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  • A União Europeia aprovou uma nova ronda de sanções contra a Rússia, após a Hungria e a Eslováquia darem o visto verde ao litígio com a Ucrânia sobre o oleoduto Druzhba.
  • A proibição total de serviços marítimos para navios russos ficou em suspenso, até um acordo do G7 ser alcançado.
  • Grécia e Malta levantaram preocupações sobre impactos nas suas economias, temendo facilitação da “frota sombra” russa e maior concorrência de terceiros países.
  • Os Estados Unidos têm reagido de forma divergente, aumentando a permissividade em relação a sanções ao petróleo russo.
  • O pacote inclui ainda medidas contra a frota sombra, bancos regionais, plataformas de criptomoedas e restrições a importações de metais, químicos e minerais críticos.

A União Europeia aprovou uma nova ronda de sanções contra a Rússia, mas decidiu manter em suspenso a proibição total dos serviços marítimos. A suspensão decorre enquanto permanece a preparação de um acordo a nível do G7. Estados-membros divergentes mantêm a posição.

A Grécia e Malta manifestaram preocupações sobre impactos económicos nos seus sectores costeiros, temendo que a medida reforce custos para a indústria naval e aumente a concorrência de terceiros países. A UE enfrenta ainda resistência de alguns aliados.

A decisão foi tomada após a Hungria e a Eslováquia levantarem vetos relativos a um litígio com a Ucrânia sobre o oleoduto Druzhba. O petróleo russo continua sujeito a isenções que alimentam tensões entre Bruxelas e Washington.

Proibição marítima em suspensão

O núcleo do pacote, a proibição geral de serviços marítimos para navios russos, ficou em suspenso para não interromper o mercado global de energia. A medida visa complementar o teto de preços já existente no G7, substituindo-o de forma prática.

A Comissão Europeia incluiu a proposta no 20º pacote de sanções, apresentado no início de 2024. Recorrentemente, Suécia e Finlândia defendem a medida para aumentar custos no setor petrolífero russo.

A Grécia e Malta defendem que uma ação sem o apoio do G7 pode prejudicar as economias nacionais e beneficiar a chamada frota sombra de Moscovo. Ainda assim, a UE mantém a possibilidade de avançar parcialmente.

Dinâmica internacional e impacto económico

Na prática, a isenção de sanções dos EUA sobre o petróleo russo gerou descontentamento europeu, seguido de mudanças rápidas na política norte-americana. O Tesouro reviu a posição após uma primeira derrogação expirar.

Dados da Agência Internacional de Energia indicam que as receitas de petróleo russo subiram para 19 mil milhões de dólares em março, face a 9,7 mil milhões em fevereiro. O reforço económico ajuda o Kremlin a lidar com o défice.

Valdis Dombrovskis, comissário da Economia, afirmou que a UE não deve depender apenas do G7. A posição foi reiterada durante uma conferência com a Euronews, destacando a necessidade de manter a pressão.

O pacote também atinge navios da “frota sombra”, bancos regionais e plataformas de criptomoedas, e restringe importações de metais e químicos no valor de cerca de 570 milhões de euros.

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