- A Palantir lançou um conjunto de 22 pontos no X, apresentados como resumo do livro The Technological Republic, de Alex Karp e Nicholas Zamiska, defendendo serviço nacional e a ideia de que algumas culturas são inferiores.
- O texto aponta para o fim da “castração do pós-guerra” da Alemanha e do Japão e defende a valorização da religião na vida pública.
- O manifesto antecipa um futuro dominado por armas autónomas, afirmando que a questão não é se serão criadas, mas quem as fará e com que objetivos.
- Reações públicas foram negativas: Yanis Varoufakis comparou o conteúdo a robôs assassinos movidos a IA; a deputada britânica Victoria Collins disse que soa a ideologias pouco compatíveis com o Estado de direito.
- A Palantir é uma das maiores empresas de análise de dados, com contratos com governos, forças armadas e serviços públicos, incluindo o NHS britânico; a empresa teve ligações com a administração norte-americana e com órgãos de imigração e polícia.
A Palantir lançou nas redes sociais um conjunto de pontos que descrevem um possível manifesto sobre IA, serviço nacional e culturas. O texto é apresentado como um resumo do livro The Technological Republic, de Alex Karp e Nicholas Zamiska. A publicação gerou reação negativa online.
Segundo a Palantir, o manifesto aborda o papel das empresas na defesa e defende que algumas culturas produziram avanços relevantes, enquanto outras seriam disfuncionais. São mencionadas críticas à castração do pós-guerra na Alemanha e no Japão, bem como a valorização da religião na vida pública.
A publicação indicia que o futuro poderá ser dominado por armas autónomas. A empresa questiona quem as construirá e para que fim, apontando para um debate sobre utilização e controle tecnológico.
Partes da reação pública chegaram a comparar o texto a uma visão de vilão de banda dessinada. Economistas e parlamentares diversos criticaram a natureza ideológica do manifesto e o seu impacto em serviços públicos.
A Palantir é conhecida por fornecer software a agências de defesa, de imigração, forças de segurança e ao setor público, incluindo contratos com o Serviço Nacional de Saúde britânico. A empresa afirma operar em múltiplos países.
A ligação da Palantir à administração norte‑americana e às forças armadas é bem documentada. A empresa foi fundada em 2003 por Alex Karp, Peter Thiel e outros, tendo vínculos com projetos governamentais e com órgãos de segurança.
Analistas afirmam que o manifesto não é apenas uma filosofia de negócio, mas parte de uma posição pública que pode influenciar decisões políticas e contratações de tecnologia para o setor público. O tema gerou debates sobre ética tecnológica.
A reação internacional incluiu declarações de figuras públicas e cobertura de veículos de imprensa. Entre as críticas, destacam‑se dúvidas sobre o papel de uma empresa privada em assuntos de defesa e soberania nacional.
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