- Espanha pediu à União Europeia para romper o acordo de associação com Israel, alegando violações do direito internacional, mas o apoio não é unânime antes da reunião em Bruxelas.
- Irlanda e Eslovénia já se tinham aliado a Espanha no pedido, enquanto outros Estados membros permanecem divididos.
- Alemanha, Hungria e República Checa mantêm a oposição à suspensão total do acordo, dificultando uma posição majority.
- A presidente da Comissão Europeia já propôs uma suspensão parcial do acordo, mas a medida continua estagnada face à oposição entre Estados-membros.
- Também há uma proposta de sanções contra colonos violentos na Cisjordânia, com apoio de todos os Estados da UE, exceto Hungria, e que pode ter desfecho após as próximas eleições no país.
O governo de Espanha insiste em suspender o acordo de associação entre a União Europeia e Israel, apresentando o tema no âmbito da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros em Bruxelas. O apelo de Pedro Sánchez ocorre após uma convenção de dois dias em Madrid, onde se pediu o fim da guerra e uma revisão do tratado. Diplomatas indicam que a posição espanhola não encontra apoio suficiente para avançar.
A Irlanda e a Eslovénia já tinham-se juntado ao pedido, acusando Israel de violar obrigações de direitos humanos e de facilitar violações do cessar-fogo. A Comissão Europeia já propôs, no passado, uma suspensão parcial do pilar comercial do acordo, mas os países da UE mostraram resistência semelhante.
Não existe consenso alargado entre os Estados-membros para uma suspensão total; Alemanha e Itália mantêm a oposição. Itália afirma adoptar uma postura séria e equilibrada para evitar consequências para a população civil israelita. Outros países defendem uma nova discussão sem compromisso de apoio imediato.
Mudança de tema: sanções contra colonos e posição da Hungria
A União Europeia encontra-se também a considerar sanções contra colonos israelitas violentos na Cisjordânia, com apoio quase unânime entre os membros, à exceção da Hungria. A possível adoção depende ainda de desenvolvimentos políticos húngaros após as eleições.
Kaja Kallas reiterou que a situação deve ser avaliada, observando que crimes dos colonos devem ser punidos. A Declaração de Nova Iorque de 2025, já integrada no discurso da UE, comprometeu medidas restritivas contra extremistas violentos na região.
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