- A Bulgária vota pela oitava vez em cinco anos, com o bloco do anticorrupção liderado por Rumen Radev a figurar como favorito nas sondagens.
- Radev, ex-presidente que defende restabelecer laços com a Rússia e é contra envio de armas a Ucrânia, demitiu-se em janeiro para liderar a coligação Bulgária Progressista.
- O país, o mais pobre da UE, manteve-se com rendimento per capita muito abaixo da média comunitária; em 2025 esteve nos 68% da média da União Europeia.
- O voto deve mobilizar participação elevada, com mais de 3,3 milhões de búlgaros esperados nas urnas; os primeiros resultados são esperados na segunda-feira.
- O partido GERB, de Boyko Borissov, deve ficar em segundo lugar, com cerca de 20%, à frente da aliança PP-DB, segundo sondagens.
Bulgária realiza este domingo a oitava eleição em cinco anos, com o bloco anticorrupção do ex-presidente Rumen Radev a liderar as sondagens. O país da União Europeia vota num contexto de protestos contra a corrupção e instabilidade governamental.
Radev deixou a presidência em janeiro para liderar a coligação de centro-esquerda Bulgária Progressista. As sondagens apontam para cerca de 35% dos votos, com o antigo general a prometer libertar o país do modelo oligárquico vigente.
O voto decorre numa Bulgária com 6,5 milhões de habitantes. O bloco de Radev tem mostrado força, após apoiado pelos protestos de 2025 que derrubaram o governo anterior apoiado pelos conservadores.
Mais de 3,3 milhões de cidadãos são esperados nas urnas, segundo a Agência de Notícia da Bulgária. As primeiras sondagens à boca de urna devem surgir assim que as casas de voto encerrarem.
Os dados indicam que o GERB de Boyko Borissov ficará em segundo, perto de 20%, com a aliança liberal PP-DB atrás. A afluência está a aumentar face a eleições anteriores.
Voto de alterações do eleitorado é evidente em Sófia, onde uma contabilista de 60 anos comentou que vota para preservar a democracia do país. Ela não revelou o apelido.
Radev defende a normalização das relações com a Rússia e é crítico da política energética da UE. Também se opõe ao envio de armas para a Ucrânia, sem vetar decisões de Bruxelas.
Ao reatar laços com Moscovo, o ex-presidente criticou o acordo de defesa com a Ucrânia assinado recentemente, recebendo críticas dos adversários por parecer brando com a Rússia.
O comício final de Radev reuniu milhares de apoiantes, apresentados como alternativa aos partidos tradicionais. Borissov, por sua vez, argumenta que o GERB já cumpriu aspirações dos anos 1990.
Em termos de participação, analistas prevêem um aumento da afluência, tentando evitar a abstenção histórica. A mudança de cenário político é apresentada como fator determinante para o futuro do país.
Participação e cenários
- A participação pode definir a capacidade de Radev formar maioria no parlamento de 240 lugares.
- O resultado poderá redesenhar alianças políticas para a formação de governo, com foco em combate à corrupção.
- Resultados preliminares são esperados na segunda-feira, após o encerramento das urnas às 17h00 GMT.
Contexto institucional
- A Bulgária mantém um histórico de instabilidade governamental nos últimos anos.
- As forças de segurança intensificaram operações contra a compra de votos, com várias detenções e apreensão de verbas.
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