- O ex-presidente da Câmara de Montalegre, Orlando Alves, escusou-se de prestar declarações no início do julgamento da operação Alquimia, que começou esta manhã em Murça.
- O ex-vice-presidente David Teixeira, eleito pelo PS, informou que prestará depoimento; Alves não falou, e um terceiro arguido, chefe de divisão de Obras Públicas, também não falou nesta fase inicial.
- O megaprocesso envolve 59 arguidos, incluindo 19 empresas, e decorre no Tribunal de Murça devido ao volume de casos, advogados, testemunhas e documentação.
- A acusação imputou ao antigo presidente mais de 300 crimes, entre os quais associação criminosa, prevaricação, branqueamento, participação económica em negócio, falsificação de documentos e fraude na obtenção de subsídio; suspeita favorecimento de amigos e familiares em centenas de concursos públicos entre 2014 e 2022.
- Orlando Alves já esteve em prisão preventiva, passou a prisão domiciliária em dezembro de 2022 e, em fevereiro de 2024, saiu da prisão domiciliária, mantendo a proibição de entrar em Montalegre.
O ex-presidente da Câmara de Montalegre, Orlando Alves, recusou-se a prestar declarações na fase inicial do julgamento da operação Alquimia, que arrancou hoje, em Murça. O processo envolve 59 arguidos, incluindo o ex-vice-presidente David Teixeira e mais 57 arguidos.
O julgamento decorre no Tribunal de Murça, no distrito de Vila Real, pela dimensão do processo, número de advogados, testemunhas e documentação. Ambos os ex-autarcas, eleitos pelo PS, renunciaram aos cargos após a operação da PJ, em outubro de 2022.
O terceiro arguido, antigo chefe de divisão de Obras Públicas, também não falou neste arranque. Pela manhã, foram identificados 59 arguidos, 19 empresas, com crimes alegados como associação criminosa, corrupção, prevaricação e fraude em subsídios.
Imputações e crimes
O Ministério Público aponta para mais de 300 crimes contra Orlando Alves, incluindo associação criminosa, prevaricação, participação económica em negócio, branqueamento, falsificação de documentos e fraude em subsídios.
Os antigos autarcas são suspeitos de favorecer amigos e familiares em centenas de concursos públicos, recorrer sistematicamente a ajustas diretos, dividir obras e fracionar despesa entre 2014 e 2022.
Depois da detenção, Orlando Alves esteve em prisão preventiva cerca de um mês e meio, passou a prisão domiciliária em dezembro de 2022 e deixou a prisão domiciliária em fevereiro de 2024, mantendo proibição de entrar em Montalegre.
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