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Europa enfrenta possível escassez: seis semanas de combustível para aviões

Agência Internacional de Energia alerta que a Europa pode ter mais seis semanas de combustível para aviões, com cancelamentos de voos se o bloqueio persistir

Aviões
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  • A Europa pode ter ainda até seis semanas de combustível para aviões, disse Fatih Birol, diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), alertando para potenciais cancelamentos de voos se o abastecimento continuar bloqueado.
  • Birol qualificou a crise como a maior crise energética já enfrentada, com impactos globais se o Estreito de Ormuz permanecer fechado para petróleo e gás.
  • O responsável alertou que, se os preços subirem, haverá custos maiores para gasolina, gás e eletricidade, com efeitos desiguais, afetando principalmente países em desenvolvimento.
  • Sem um acordo para reabrir permanentemente o Estreito de Ormuz, todos poderão sofrer, e alguns países poderão enfrentar escassez de combustíveis.
  • No Golfo Pérsico, mais de 110 petroleiros e mais de 15 navios com gás natural liquefeito aguardam passagem, o que, se autorizado, poderia ajudar a aliviar a crise.

Europa pode ter apenas cerca de seis semanas de combustível para aviões, avisou Fatih Birol, diretor-executivo da AIE, em entrevista à Associated Press. O bloqueio no petróleo através do Estreito de Ormuz ameaça voos.

Birol descreve a crise energética como a maior de sempre, com repercussões globais para a economia e a inflação. O bloqueio afeta petróleo, gás e outros suprimentos vitais, segundo o responsável.

O dirigente afirma que os países em desenvolvimento serão os mais atingidos, com subida de preços de combustíveis, gás e eletricidade. A economia pode perder impulso e enfrentar contenção de consumo.

Sem acordo para reabrir Ormuz, Birol alerta que todos vão sofrer. Alguns lugares podem ter menos energia disponível e o escoamento de produtos petrolíferos pode reduzir-se nos próximos meses.

Impacto na Aviação

Na prática, é possível que poucos voos entre cidades A e B sejam cancelados em breve por falta de combustível para aviões, segundo Birol.

O diretor também criticou o uso de portagens pelo Irão para atravessar o estreito, dizendo que o método pode criar precedentes prejudiciais se permanecer como prática permanente.

Mais de 110 petroleiros com petróleo e mais de 15 navios com gás natural liquefeito aguardam no Golfo Pérsico e poderiam aliviar a crise se conseguirem navegar por Ormuz.

Birol lembra que, mesmo com um acordo de paz, ataques a instalações energéticas podem atrasar a recuperação da produção, estimando que leve até dois anos para voltar aos níveis pré-guerra.

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