- Lavrov afirmou em Pequim que a Rússia está pronta a compensar a falta de recursos energéticos da China, causada pelo bloqueio no Estreito de Ormuz.
- O ministro reuniu-se com o presidente Xi Jinping e com o ministro dos Negócios Estrangeiros Wang Yi para falar de cooperação em base de igualdade e benefício mútuo.
- Lavrov disse que Moscovo e Pequim já exploram oportunidades para não depender do Médio Oriente, e mencionou que alguns altos funcionários europeus pedem à Comissão Europeia para adiar planos de abandonar as fontes de energia russas.
- Xi Jinping considerou as relações com a Rússia “especialmente preciosas” face à situação global, e o ministro da Rússia indicou que Putin poderá visitar a China antes do fim do semestre, com possibilidade de duas visitas este ano, including a cimeira da Asia-Pacific Economic Cooperation (APEC) em novembro.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia afirmou, durante uma visita a Pequim, que Moscovo está disposto a compensar a redução de recursos energéticos da China. A declaração surge no contexto de conversações com líderes chineses sobre a dependência energética entre ambos os países.
Lavrov reuniu-se com o homólogo Wang Yi e com o presidente Xi Jinping para discutir a crise energética provocada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz. O diplomata explicou que a Rússia pode contribuir para a estabilidade energética da China e de outras nações interessadas em relações baseadas na igualdade e no benefício mútuo.
Compensação de recursos energéticos
O ministro destacou que a China enfrenta uma escassez de recursos energéticos e que Moscovo já tem negociações em curso para mitigar esse défice. Além disso, ressaltou que alguns responsáveis europeus pressionam a Comissão Europeia para adiar a transição para fontes de energia russas.
Lavrov sublinhou que a atual crise no Médio Oriente, promovida pela intervenção de Estados Unidos e Israel, é complexa e de difícil resolução. Afirmou que tentativas de a contornar não produzem resultados.
Reforço das relações com a China
Xi Jinping descreveu as relações com a Rússia como particularmente preciosas à luz dos acontecimentos globais. A reunião também abordou a possível nova visita de Vladimir Putin à China antes de terminar o semestre.
Segundo Lavrov, Putin poderá visitar a China duas vezes este ano. A cimeira da APEC, em novembro, já foi mencionada pela administração russa como parte dos compromissos do líder.
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