- Itália suspende a renovação automática do acordo de defesa com Israel, citando a “situação actual”.
- O memorando que enquadra a cooperação militar e tecnológica fica em análise, com o ministro da Defesa a informar Israel Katz da suspensão.
- O acordo entrou em vigor a 13 de abril de 2016; a decisão acontece numa altura de pressão pública contra Israel e a guerra em Gaza.
- Itália recusou permitir aterragens de aeronaves dos Estados Unidos na base de Sigonella, durante o conflito entre EUA e Irão.
- Em Verona, Meloni pediu que se retomem negociações de paz para abrir o estreito de Ormuz, destacando a importância estratégica para abastecimento e fertilizantes.
A Itália anunciou a suspensão da renovação automática do acordo de cooperação militar com Israel, em resposta à atual conjuntura regional. A primeira-ministra Giorgia Meloni comunicou a medida durante uma visita à feira Vinitaly, em Verona, nesta terça-feira, e explicou que o memorando que regula a cooperação fica temporariamente indisponível até que haja clarificações sobre o cenário atual.
O acordo bilateral, que entrou em vigor em 13 de abril de 2016, envolve trocas de material militar e de investigação tecnológica entre os dois países. Segundo a agência ANSA, o ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, enviou uma carta ao seu homólogo israelita, Israel Katz, comunicando a suspensão formal.
A decisão surge num contexto de pressão interna e externa em torno do conflito entre Israel e Gaza, que se intensificou após o início da guerra em Gaza em outubro de 2023. Relatos do Times of Israel indicam que manifestações públicas significativas em Itália contribuíram para a posição do Governo de Meloni.
No que diz respeito a outras relações de segurança, a Itália recusou-se a permitir que aeronaves de combate norte-americanas aterrissem em Sigonella, base na Sicília, durante a escalada do conflito com o Irão. A imprensa italiana menciona também críticas de Meloni ao apoio dos EUA ao Papa Francisco, em relação a declarações sobre a situação no Médio Oriente.
Meloni defendeu, ainda, a necessidade de retomar negociações de paz para facilitar a descompressão regional e a possível reabertura do estreito de Ormuz, citado como estratégico tanto para abastecimento energético como para fertilizantes. A chefe do Governo reiterou a importância de manter canais abertos com aliados, ao mesmo tempo em que enfatizou a necessidade de uma atuação europeia coordenada.
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