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Embaixador de Israel quer França afastada das negociações com o Líbano

Embaixador de Israel critica a intervenção francesa nas negociações com o Líbano, afirmando que Paris não é necessária e não tem influência positiva

Yechiel Leiter, embaixador israelita nos Estados Unidos da América
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  • O embaixador de Israel nos EUA, Yechiel Leiter, pediu que a França seja afastada das negociações de paz entre Israel e Líbano, em Washington, após conversações diretas entre as partes.
  • Leiter disse que os franceses “não são necessários” e “não têm qualquer influência positiva, especialmente no Líbano”.
  • Paris participou, nesta terça-feira, numa mobilização de dezoito países que apelaram a Beirute e a Telavive para aproveitarem as negociações directas mediadas pelos Estados Unidos.
  • As relações entre França e Israel são tensas desde o reconhecimento francês de um Estado palestiniano; Paris criticou ataques israelitas ao Líbano e opôs-se a uma ofensiva terrestre no território libanês.
  • O Hezbollah retomou ataques a Israel em março; o Governo libanês proibiu atividades militares do grupo, enquanto Israel lançou uma operação no Líbano; surgiram, hoje, conversações diretas para uma paz duradoura.

O embaixador de Israel nos EUA criticou o papel da França no Líbano, afirmando que Paris não deve intervir nas negociações diretas entre Israel e Beirute, em Washington. A declaração ocorreu após encontros entre representantes dos dois países.

Segundo divulgado, o embaixador Yechiel Leiter disse que não há necessidade de intervenção francesa nas negociações de paz. A comunicação foi feita após conversas diretas entre Israel e Líbano na capital norte-americana.

A França já tinha participado, nesta terça-feira, numa reunião com outros 17 países, apelando para que as partes aproveitem as tentativas de paz mediadas pelos EUA. Paris também pressionou pela inclusão da Frente Libanesa no cessar-fogo negociado com o Irão.

Interesses de França

Paris mantém fortes laços históricas com o Líbano e tem sido crítica das operações israelitas. O Governo francês considerou os ataques de 8 de abril ao Líbano como intoleráveis e opôs-se a uma ofensiva terrestre no território.

As relações entre Emmanuel Macron e Benjamin Netanyahu são tensas desde o reconhecimento de um Estado palestiniano pela França. O Hezbollah voltou a realizar ataques contra Israel desde 2 de março, no quadro de ações que se intensificaram após operações dos EUA e de Israel no Irão.

Beirute proibiu atividades militares do Hezbollah, mas o grupo continuou a lançar projéteis e drones. Em resposta, Israel intensificou bombardeamentos e expandiu posições terrestres no sul do Líbano.

O Departamento de Estado dos EUA informou que Israel e Líbano iniciaram conversações diretas para uma paz duradoura, após a primeira reunião em Washington. Beirute reiterou a urgência de cumprir a trégua de 2024 e pediu medidas contra a crise humanitária.

O conflito já provocou 2.089 mortos no Líbano, incluindo 166 crianças, e mais de um milhão de deslocados desde o início da atual guerra.

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