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AIE alerta: maior ameaça à segurança energética pode subir o petróleo

AIE alerta: maior crise energética de sempre pode elevar preços do petróleo; abril sem carregamentos evidencia perturbação da oferta

ARQUIVO - O diretor executivo da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, fala em Paris, 13 de novembro de 2019
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  • A Agência Internacional de Energia (AIE) afirma que a guerra com o Irão representa a maior crise de sempre na segurança energética global.
  • Em abril não houve qualquer carregamento de energia novo, indicando perturbação crescente nos mercados e na economia mundial.
  • O diretor-executivo Fatih Birol diz que os preços do petróleo ainda não refletem a gravidade da crise de oferta provocada pelo conflito.
  • Até agora foram perdidos 13 milhões de barris por dia de produção de petróleo e cerca de 75 mil milhões de metros cúbicos de gás, com possibilidade de agravamento.
  • Mais de 80 instalações energéticas na região foram afetadas, com mais de um terço gravemente danificadas e possível recuperação de até dois anos; a AIE pode libertar reservas se necessário.

A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou, na segunda-feira, para a maior crise de segurança energética já enfrentada, com implicações nos preços do petróleo. Fatih Birol, diretor-executivo da AIE, apresentou a avaliação em Washington, durante uma intervenção no Atlantic Council.

Segundo Birol, o mês de abril deve apresentar maiores dificuldades do que março para os mercados de energia e para a economia global, devido à escalada dos conflitos no Médio Oriente. Ele destacou que, ao contrário de março, não houve carregamentos de energia anunciados em abril.

A AIE afirmou ainda que os preços atuais do petróleo não refletem a gravidade da interrupção de fornecimento causada pela guerra com o Irão. O diretor-executivo indicou que a convergência de preços é incerta e pode impactar a economia mundial, caso a perturbação persista.

Medidas e impactos

Birol indicou que, até hoje, a produção perdeu 13 milhões de barris por dia e que o valor pode aumentar. Em termos de gás, a interrupção relacionada com a invasão da Ucrânia pela Rússia já resultou numa queda de cerca de 75 mil milhões de metros cúbicos, com valores acima disso a registar-se.

A AIE descreveu a guerra com o Irão como a maior crise energética de sempre, destacando que a duração da perturbação agrava o problema. O responsável afirmou aos jornalistas, após reunião com o FMI, que a agência está pronta para libertar reservas, se necessário.

A agência mencionou ainda o monitorização de infraestruturas energéticas na região, com mais de 80 instalações afetadas e mais de um terço gravemente danificadas. O restabelecimento pode exigir até dois anos para algumas infraestruturas.

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