- Donald Trump afirmou aos jornalistas, na Base Aérea Conjunta Andrews, que “não é um grande fã” do Papa Leão XIV e o chamou de “pessoa muito liberal” que não acredita em acabar com o crime.
- O Papa Leão XIV apelou à paz no Médio Oriente, na Basílica de São Pedro, pedindo fim à violência e dizendo: “Chega de idolatria do ego e do dinheiro! Chega de guerra!”.
- Trump repetiu as críticas no Truth Social, dizendo que não quer um Papa que aceite o Irão ter uma arma nuclear e classificou Leão XIV como fraco no combate ao crime e péssimo para a política externa.
- O presidente afirmou que Leão XIV foi eleito por ser americano, sugerindo que, sem a presença de Trump, o Papa não estaria no Vaticano.
- A situação inclui imagens geradas por IA ligadas a Trump em figura de Jesus, divergências entre a Santa Sé e a Casa Branca sobre deportação em massa e uso da força no Médio Oriente e na Venezuela, e negociações EUA‑Irão que terminaram sem acordo.
Donald Trump afirmou aos jornalistas, no domingo, que não é grande fã do Papa Leão XIV, após o líder da Igreja Católica fazer um apelo à paz no Médio Oriente. O apelo foi feito durante uma missa na Basílica de São Pedro, em que o Papa pediu fim à violência.
Trump citou que Leão XIV é uma pessoa liberal e não acredita no fim do crime, segundo o Presidente dos EUA. As declarações foram feitas na Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland, e repetidas numa publicação no Truth Social.
Mais tarde, o Presidente partilhou uma imagem gerada por IA que o retrata como Jesus Cristo. A imagem mostra-o com vestes vermelhas e brancas, curando um homem, com a bandeira americana no ombro. A Casa Branca já divulgou conteúdos similares.
Contexto e divergências
A Santa Sé e a administração Trump’s têm posições distintas sobre deportações em massa e uso da força no Médio Oriente e na Venezuela, segundo relatos de imprensa. O Papa já criticou medidas de violência e políticas de imigração.
No fecho do mês, o Papa Leão XIV elogiou um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irão, considerado um sinal de esperança. Contudo, negociações em Islamabad terminaram sem acordo, após uma oferta final apresentada por Washington.
As divergências entre Vaticano e Casa Branca surgem numa altura de tensões diplomáticas por políticas externas e questões de segurança internacional, incluindo o uso da força e estratégias de contenção regional.
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