- O Tribunal de Paris considerou a Lafarge culpada de financiar o terrorismo através da sua subsidiária síria para manter uma fábrica no norte da Síria.
- Oito ex-funcionários da Lafarge, incluindo executivos, foram igualmente considerados culpados; a empresa foi multada em 1,125 milhões de euros.
- O tribunal verificou pagamentos totais de 5,59 milhões de euros a grupos jihadistas, incluindo o Estado Islâmico e a Frente al-Nusra, entre 2013 e setembro de 2014.
- A juíza Isabelle Prevost-Desprez afirmou que os pagamentos ajudaram a fortalecer organizações terroristas e que a Lafarge manteve uma “parceria comercial” com o Estado Islâmico para prosseguir as operações.
- Em separado, nos Estados Unidos, a Lafarge reconheceu pagamentos de seis milhões de dólares ao Estado Islâmico e à Frente Nusra; o grupo já pagou 778 milhões de dólares em confiscações e multas.
O tribunal de Paris considerou a Lafarge culpada de financiar terrorismo através da sua subsidiária síria, visando manter a fábrica em funcionamento no Norte da Síria durante a guerra. A decisão ocorreu na segunda-feira, no contexto de sanções da UE.
Oito ex-funcionários, incluindo executivos, também foram considerados culpados de financiamento do terrorismo. O total de pagamentos reconhecidos soma 5,59 milhões de euros a grupos jihadistas entre 2013 e setembro de 2014.
A juíza Isabelle Prevost-Desprez afirmou que os pagamentos reforçaram organizações jihadistas que cometeram ataques graves na Síria e noutros locais. Os pagamentos teriam permitido à Lafarge continuar operações.
Contexto da fábrica de Jalabiya
A fábrica fica em Jalabiya, no norte da Síria, comprada pela Lafarge em 2008 por 680 milhões de dólares e iniciada em 2010, antes do auge da violência. Os pagamentos ocorreram quando funcionários atravessavam o rio Eufrates para aceder à unidade.
Seeção de casos e sanções associadas
Procuradores sublinharam que o pagamento incluía mais de 800 mil euros para passagem segura e 1,6 milhões para matérias-primas de pedreiras controladas pelo EI. A Lafarge integrou o Grupo Holcim em 2015.
Caso nos Estados Unidos
Em separado, nos EUA, a Lafarge reconheceu, em 2022, que a sua subsidária síria pagou 6 milhões de dólares ao EI e à Frente Nusra para facilitar a passagem de funcionários e fornecedores. O grupo pagou 778 milhões de dólares em confiscações e multas no acordo de confissão.
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