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Negras Costas do Tempo: o descontrolo marca a grande ficção

A nova edição de Negras Costas do Tempo reforça a ideia de ficção desgovernada, onde a história extrapola o livro sem controlo do autor

Javier Marías (1951-2022) era considerado o maior romancista espanhol das últimas décadas
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  • Negras Costas do Tempo, de Javier Marías, nasceu em 1998 e teve a sua primeira edição em Portugal em 2002, com tradução de José Bento, agora reeditada pela Alfaguara numa nova tradução de Ana Maria Pereirinha.
  • A edição mais recente chega quase quatro anos depois da morte do autor.
  • O romance parte da ideia de descontrolo da ficção, mostrando que a história continua a desenrolar-se fora do livro, sem autorização ou controlo de quem o escreveu.
  • O ponto de partida da obra é Todas as Almas, um dos grandes romances da carreira de Marías, utilizado para evidenciar que a ficção publicada pode entrar em desgoverno.
  • A nova tradução é da responsabilidade de Ana Maria Pereirinha.

Negras Costas do Tempo, romance de Javier Marías de 1998, ganha uma nova tradução pela Alfaguara. Em Portugal, a obra chegou pela primeira vez em 2002, com José Bento na tradução; a edição atual é de Ana Maria Pereirinha.

A edição surge num contexto de descontrolo temático da ficção, ilustrado pela passagem de Todas as Almas, apontada pelo autor como exemplo de como a ficção, uma vez publicada, pode sair do controlo do escritor.

O lançamento ocorre quase quatro anos após a morte do autor, que passou a ser lembrado pela sua maior ficção, onde o livro entra em desgoverno por força da própria narrativa.

A reedição mantém o foco na ideia de que a ficção, uma vez publicada, pode evoluir independentemente da autorização do autor, tema central da obra de Marías. Fonte: Público

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