- Entre 1 de janeiro e 9 de abril, morreram 137 pessoas nas estradas de Portugal, mais 36% que as 101 do mesmo período de 2025.
- No mesmo intervalo, registaram-se 42.212 sinistros, mais 14,4% face aos 36.896 de 2025.
- Os números de feridos graves (602) e feridos ligeiros (10.306) não acompanharam a subida de óbitos e sinistros.
- Em 2019, até 9 de abril, ocorreram 128 mortes em 36.454 acidentes, o que indica valores pré-pandemia.
- O Governo prometeu medidas após 20 óbitos na operação Páscoa de 2026, com atenção à criminalidade rodoviária e a um aumento de 28,3% nas detenções por falta de carta (14.301 ocorrências em 2024).
O número de mortes nas estradas portuguesas aumentou 36% entre 1 de janeiro e 9 de abril de 2026, face ao mesmo período de 2025. Segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), 137 pessoas perderam a vida no continente e nas ilhas, contra 101 no ano anterior. O aumento está ligado a um salto de 14,4% nos sinistros registados, que passaram de 36.896 para 42.212.
Durante o mesmo período, registaram-se 602 feridos graves e 10.306 feridos ligeiros, comparativamente a 603 e 10.703, respetivamente, em 2025. A tendência de subida de óbitos contrasta com a evolução de feridos graves e ligeiros, que não acompanha o mesmo ritmo de alta.
Já a análise de sinistralidade grave indica uma recuperação acima dos níveis pré-pandemia (2020-2022). Em 2019, até 9 de abril, ocorreram 128 mortes em 36.454 acidentes, quando a circulação era menor.
Dados de sinistralidade e resposta institucional
A PSP e a GNR registaram 20 óbitos durante a operação Páscoa de 2026, o que motivou o envolvimento do Governo. O ministro da Administração Interna, Luís Neves, anunciou medidas de apoio e ações a implementar brevemente com foco na segurança rodoviária.
Paralelamente, surgem sinais de preocupação quanto à criminalidade rodoviária. O Relatório Anual de Segurança Interna aponta 38.463 crimes registados no ano anterior, com subidas em quatro dos cinco indicadores analisados: condução com taxa de álcool, condução perigosa, sem carta, homicídio por negligência em acidente e ofensas à integridade física por negligência.
Destaca-se um aumento de 28,3% nas detenções por falta de carta, com 14.301 ocorrências em 2024, representando 59,5% do total verificado. Os dados reforçam a necessidade de ações integradas entre autoridades e setores da mobilidade para reduzir sinistralidade e criminalidade associada.
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