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Grupo VITA recebe novas denúncias de abusos sexuais na Igreja

Grupo VITA regista novas denúncias de abusos sexuais na Igreja; casos antigos falados agora, foco em apoio e prevenção, sem partilha de números

As denúncias dizem respeito "a casos antigos, mas de pessoas que estão a falar agora pela primeira vez"
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  • O Grupo VITA recebeu novas denúncias de abusos sexuais na Igreja, com casos antigos surgindo agora, muitas pessoas a pedir ajuda sem pensar em compensação financeira.
  • Rute Agulhas afirmou que não é possível indicar o número de denúncias, já que o relatório é feito semestralmente e atualizado mais tarde.
  • Os potenciais abusadores, segundo a responsável, estão falecidos, não especificando se eram sacerdotes; os dados detalhados só serão partilhados de forma organizada.
  • Existem casos mais recentes que ainda não prescreveram e que não chegaram ainda às estruturas da Igreja, incluindo ao Grupo VITA e às comissões diocesanas.
  • O Grupo VITA mantém contacto com escolas, escuteiros e catequistas para apoiar adultos junto de crianças e jovens, e continua a encaminhar casos de violência fora da Igreja para as entidades competentes; o montante de compensações financeiras não é objeto de comentários.

O Grupo VITA tem recebido novas denúncias de abusos sexuais no âmbito da Igreja Católica. As informações foram apresentadas por Rute Agulhas, em Fátima, à margem do V Encontro Nacional das Comissões Diocesanas de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis. As denúncias referem-se a casos antigos, com pessoas a falar pela primeira vez, sem ainda ser possível indicar números.

A responsável explicou que o grupo não divulga dados de forma intercalada. Em relatório semestral, o VITA atualiza informações sobre quantidade, género e descrição das situações, quando disponíveis. O objetivo é facilitar o acesso a apoio psicológico e acompanhamento, não discutir compensações financeiras.

Segundo Agulhas, muitas vítimas contactam a estrutura para falar pela primeira vez ou pedir apoio, e não para obter indemnizações. Quanto aos potenciais abusadores, afirmou que se situam em casos já ocorridos no passado e que, por refletirem situações antigas, podem já ter falecido.

Situações recentes e trabalho de proximidade

Agulhas sublinhou que há casos mais recentes que ainda não prescreveram do ponto de vista criminal e que não chegam rapidamente às estruturas da Igreja, incluindo o Grupo VITA. O objetivo é reforçar o trabalho junto de escolas, escuteiros e catequistas, que lidam com crianças e jovens.

A coordenadora destacou ainda que o Grupo VITA continua a receber pedidos de apoio de vítimas fora da Igreja — em contextos familiares ou escolares não católicos — e encaminha-os para as entidades competentes consoante a área de residência. Em termos de evolução, não se verifica um aumento desses pedidos.

Sobre o montante de compensações financeiras atribuídas às vítimas, Agulhas recusou comentar, explicando que o Grupo VITA não define esses valores. A responsável afirmou que o foco da organização é o acolhimento, o encaminhamento para apoio e a capacitação de estruturas da Igreja.

O futuro do Grupo VITA também foi discutido. O primeiro plano de atividades, com três anos de vigência, termina no final de maio. Há disponibilidade para manter a atuação, com ajustes nos objetivos a definir conforme a continuidade da estrutura.

O grupo reforça que as compensações financeiras representam apenas uma parte do processo de reparação. Mantém o compromisso de acolher vítimas, facilitar o apoio psicológico e médico, e fortalecer as próprias estruturas da Igreja para prevenir abusos.

O Grupo VITA apresenta-se como estrutura autónoma e independente, cujo objetivo é acolher, escutar, acompanhar e prevenir situações de violência sexual de crianças e adultos vulneráveis no contexto da Igreja Católica.

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