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Criança viveu mais de um ano fechada numa mala de carrinha em França

Menino de nove anos mantido fechado na bagageira de uma carrinha pelo pai durante mais de um ano, em França, desencadeia investigação por maus-tratos

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  • Um menino de nove anos foi mantido fechado na bagageira de uma carrinha, em Hagenbach, França, desde novembro de 2024.
  • Foi encontrado nu, deitado em posição fetal, junto de lixo e excrementos, depois de vizinhos ouvirem barulhos de criança no pátio de várias casas.
  • Estava pálido, desnutrido e não se conseguia mover; não tomava banho desde o final de 2024 e usava garrafas de plástico e sacos para as necessidades.
  • O pai, de 43 anos, afirmou que quis proteger o filho da mulher de 37 anos, que queria interná-lo num hospital psiquiátrico; o menino saiu da carrinha em maio de 2025, quando a família esteve de férias.
  • A mãe nega ser cúmplice, mas foi indiciada por vários crimes, incluindo maus-tratos por omissão; o pai encontra-se em prisão preventiva e os três restantes menores ficaram aos cuidados das autoridades.

Uma criança de nove anos viveu mais de um ano fechada numa carrinha em Hagenbach, pequena localidade no noroeste da França com cerca de 800 habitantes. O pai, de 43 anos, estava a residir numa casa vizinha com a mulher, de 37, e com duas filhas, de 10 e 12 anos. A vítima foi descoberta após vizinhos ouvirem barulhos de criança num pátio privado.

O menino foi encontrado nu, deitado em posição fetal sobre lixo e junto de excrementos, descreveu o Ministério Público citado pela AFP. Estava pálido, desnutrido e não conseguia andar por ter passado longos períodos sentado dentro da carrinha. O último banho terá ocorrido no final de 2024.

Tomava banho pela última vez no final de 2024 e era forçado a usar garrafas de plástico e sacos de lixo para as necessidades.

O que aconteceu

O caso veio a público depois de os vizinhos relatarem os factos às autoridades. O menino frequentou a escola até ao ano lectivo 2023/24, mas a família indicou que seria escolarizado noutro formato, facto que levou ao arquivamento do processo. Desapareceu de um dia para o outro, segundo testemunhas.

O pai admitiu os factos e explicou que pretendia proteger o filho da mulher, que o queria internar num hospital psiquiátrico, mantendo-o na bagageira desde novembro de 2024. Em maio de 2025, afirmou ter deixado o filho sair da carrinha para aceder ao apartamento quando o resto da família estava de férias.

Desdobramentos

O Ministério Público afirma que nenhum exame médico detectou transtornos psiquiátricos na criança. O pai permanece em prisão preventiva. A mulher foi indiciada de vários crimes, incluindo maus-tratos por omissão. Os três menores ficaram aos cuidados das autoridades, enquanto decorre a investigação.

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