- A Universidade de Coimbra indica que a fase massiva de digitalização da Biblioteca Joanina envolve cerca de 30 mil volumes do Piso Nobre até 2030, gerando quase 20 milhões de imagens.
- O concurso publicado em Diário da República tem preço base de cerca de € 1,3 milhões e prazo de execução de 12 meses.
- O projeto Joanina Digital resulta de uma parceria entre a Universidade de Coimbra e a Sharjah Book Authority, com alto patrocínio do Chefe de Estado de Sharjah, num investimento de € 8 milhões.
- No piloto, foram digitalizadas cerca de 160 mil páginas e catalogados 3.343 volumes; em outubro de 2025 foi lançada a plataforma Joanina Digital, destacando a coleção dedicada ao Médio Oriente.
- A plataforma oferece imagens fac-similadas e texto pesquisável, visa interoperabilidade com a rede Europeana, proporciona acesso gratuito e utiliza inteligência artificial para nova leitura e análise de dados.
A digitalização das obras da Biblioteca Joanina, da Universidade de Coimbra (UC), entra numa fase massiva. O anúncio foi feito esta quinta-feira pela UC, que pretende tornar cerca de 30 mil livros centenários acessíveis digitalmente até 2030. O procedimento publicado em Diário da República define um concurso com valor base de aproximadamente 1,3 milhões de euros e um prazo de execução de 12 meses.
O projeto Joanina Digital resulta de uma parceria entre a Universidade de Coimbra e a Sharjah Book Authority, com o alto patrocínio do Chefe de Estado do Emirado de Sharjah. O investimento total anunciado ascende a oito milhões de euros, reforçando o vasto arquivamento patrimonial da biblioteca.
Em outubro de 2025, a UC lançou publicamente a plataforma Joanina Digital, apresentando resultados do projeto-piloto. Destacou-se a coleção digital dedicada ao Médio Oriente, relevante para estudos sobre a presença portuguesa na região.
Em curso e plataforma de acesso
Desenvolvida pela UC Framework, a plataforma disponibiliza imagens fac-similadas e texto pesquisável, com adesão a princípios de ciência aberta e interoperabilidade. A publicação das futuras coleções visa integrar o acervo na rede Europeana.
O projeto oferece acesso gratuito ao acervo, que abrange obras desde os primórdios da tipografia até ao final do século XVIII, incluindo cartografia e documentos históricos. A ferramenta de pesquisa utiliza inteligência artificial para ampliar formas de leitura e análise, incluindo mineração de dados.
Entre na conversa da comunidade