- No final de 2025 havia 156 jovens internados em centros educativos, sendo 82,3% do sexo masculino e 71,8% com 16 a 20 anos.
- Foram registadas 3.740 medidas tutelares educativas em execução, para 2.962 jovens, o que corresponde a um aumento de 21,5% face a 2024.
- Os internamentos aumentaram 14,3%, totalizando 335 casos; à 31 de dezembro estavam 156 jovens sob esta medida.
- Destas medidas, 1.048 resultaram na suspensão de processos, 1.007 implicaram acompanhamento educativo, 925 obrigações impostas e 352 prestações económicas ou tarefas à comunidade.
- Jovens estrangeiros representaram 9% dos internados, com origens predominantes no Brasil, Cabo Verde e Angola; 59% dos internamentos decorreram de tribunais da Grande Lisboa e a ocupação dos centros é de 91,8% (regime semi-aberto em 54,5%).
O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) 2025 revela que as medidas tutelares educativas cresceram 21,5% face a 2024. Ao final de 2025, 156 jovens estavam internados em centros educativos, mais cinco que no final de 2024. A delinquência juvenil diminuiu 1,3%.
Ao longo de 2025 foram criadas e/ou aplicadas 3740 medidas tutelares educativo, para 2962 jovens. O crescimento das medidas de internamento foi de 14,3%, totalizando 335 casos. Os dados indicam um aumento generalizado de intervenção educativa.
No último dia de 2025, estavam em execução 1538 medidas tutelar educativa, relativas a 1328 jovens. Destas, 156 correspondem a internamento. O género masculino representa 82,3% dos internados, e 71,8% tinham entre 16 e 20 anos. Estão registados 485 crimes entre estes jovens.
Estrutura das medidas e impacto
Entre as medidas aplicadas, 1048 resultaram na suspensão de processos na fase extrajudicial, com regras a cumprir. Seguiram-se 1007 encargos de acompanhamento educativo e 925 obrigações, além de 352 prestações económicas ou tarefas comunitárias.
A percentagem de internamentos face ao total de medidas situou-se em 8,96%, com 335 casos acumulados. Em 31 de Dezembro, 156 jovens estavam internados, incluindo 12 casos de abuso sexual de menores e outros 12 por crimes contra a liberdade sexual.
A maioria dos internamentos incidiu em tribunais da Grande Lisboa (59%). A taxa de ocupação dos centros educativos era de 91,8%, com regime semi-aberto em 54,5% dos casos. Cinco entre os dados apontam para crimes contra pessoas e contra o património.
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