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China afirma que novos mísseis do Japão vão além da autodefesa

Pequim vê mísseis japoneses fora do âmbito da autodefesa, alertando para riscos à paz regional e pedindo reflexão sobre a história militar do Japão

Mao Ning, porta-voz do MNE chinês, aconselhou o Japão a “reflectir sobre a sua história de agressão militarista”
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  • O Governo chinês acusa o Japão de ultrapassar a autodefesa com o destacamento de novos mísseis balísticos em bases nas prefeituras de Kumamoto e Shizuoka, com alcance de cerca de 1000 quilómetros.
  • A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China disse que as forças de direita no Japão empurram a segurança numa direção ofensiva e expansionista, alertando para a ameaça à paz regional.
  • O Japão afirmou que os mísseis visam reforçar a dissuasão do país, descrevendo a medida como crucial para a capacidade de resposta num contexto de segurança complexo desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
  • A NHK revelou planos para instalar mísseis antinavio na ilha de Minamitorishima, a mais de 1800 quilómetros de Tóquio.
  • O contratorpedeiro Chokai passou a ter capacidade para lançar mísseis norte‑americanos Tomahawk após modificações, num cenário de tensões entre Tóquio e Pequim, especialmente em relação ao estreito de Taiwan.

O Governo da China acusou as autoridades do Japão de ultrapassarem o âmbito da autodefesa com o destacamento de novos mísseis, sinalizando preocupação com uma possível mudança na política de segurança de Tóquio. A declaração foi feita numa conferência de imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

A porta-voz Mao Ning afirmou que o Japão instala armas ofensivas além do alcance da autodefesa e do discurso de defesa exclusiva. Observa ainda que forças políticas de direita pressionam uma direção ofensiva e expansionista na segurança nacional, alertando para a ameaça à paz regional.

O Japão informou ter colocado pela primeira vez mísseis de longo alcance fabricados nacionalmente em Kumamoto, no sul, e em Shizuoka, no centro, com alcance de cerca de 1000 quilómetros. O objetivo declarado é reforçar a dissuasão diante de um ambiente de segurança mais complexo, segundo o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi.

Nova capacidade e contexto regional

Koizumi descreveu a iniciativa como crucial para fortalecer capacidades de dissuasão e resposta num cenário considerado o mais desafiante desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Paralelamente, a NHK revelou planos de instalar mísseis antinavio na ilha Minamitorishima, a mais de 1800 quilómetros de Tóquio.

Além disso, o contratorpedeiro Chokai passou a ter capacidade de lançar mísseis norte-americanos Tomahawk, após modificações efetuadas nos EUA. Estas ações ocorrem num contexto de tensões entre Tóquio e Pequim, intensificadas no final do ano anterior.

Perspetivas e histórico

A China lembrou a história de agressões militares prévias e apelou à reflexão de Tóquio sobre compromissos de segurança. O país pediu prudência e vigilância a nível internacional, para evitar uma escalada na região.

As autoridades japonesas mantêm o foco na melhoria da dissuasão, em meio a avaliações sobre como responder a um ambiente de segurança regional cada vez mais complexo. A situação segue em monitorização por parte de aliados e parceiros na região.

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