- Trump disse que um acordo para pôr fim à guerra com o Irão poderá ser alcançado “em breve”, afirmando ter havido uma mudança de regime por parte da nova liderança iraniana.
- O Irão lançou ataques contra o Kuwait e a Arábia Saudita, após ataques a instalações elétricas iranianas, e registaram-se cortes de energia em Teerão e na região de Alborz.
- A Arábia Saudita afirmou ter intercetado cinco mísseis balísticos, enquanto no Kuwait houve danos numa central de dessalinização de água e uma morte relatada de um trabalhador.
- O USS Tripoli chegou ao Médio Oriente, com o Pentágono a preparar planos para semanas de operações terrestres, ainda sem confirmação de mobilização por parte de Donald Trump.
- Israel ampliou a invasão no sul do Líbano para neutralizar a ameaça do Hezbollah; o número de mortos na região continua a subir, com balanços contraditórios entre fontes locais e internacionais.
O Irão voltou a ser alvo de ataques de retaliação, com investidas contra o Kuwait e a Arábia Saudita, após incidentes na rede eléctrica iraniana que provocaram cortes de energia em Teerão e arredores. As ações ocorreram numa demonstração de resposta a supostos ataques a infraestruturas do sector energético.
Trump afirmou, a bordo do Air Force One, que poderia ser alcançado em breve um acordo para terminar a guerra e que houve uma mudança de regime já consolidada. O presidente dos EUA referiu que a nova liderança é mais razoável do que as anteriores. O jornalismo descreve um cenário de tensões crescentes sem confirmar um cessar-fogo.
No Paquistão, o governo indicou que vê com bons olhos a mediação entre Teerão e Washington, destacando que o país é visto como facilitador por ambas as partes. O ministro dos Negócios Estrangeiros ressaltou a confiança na mediação paquistanesa para as negociações.
O presidente do parlamento iraniano criticou a diplomacia dos EUA, acusando Washington de uso estratégico de mensagens de diálogo enquanto planeia ataques terrestres. Perante este discurso, não houve confirmação de um plano imediato de invasão por parte dos EUA.
Desdobramentos militares e diplomáticos
O USS Tripoli chegou ao Médio Oriente com cerca de 3.500 fuzileiros a bordo, sinalizando reforço militar na região. Segundo o The Washington Post, o Pentágono estuda operações terrestres por semanas, incluindo possíveis incursões perto do Estreito de Ormuz, embora não haja mobilização formal anunciada por Trump.
Cortes de energia passaram a várias zonas de Teerão e da província de Alborz, segundo o Ministério da Energia iraniano. O Irão informou que trabalha para restabelecer o fornecimento, ao mesmo tempo em que observadores destacam ataques a instalações elétricas iranianas.
O Ministério de Defesa da Arábia Saudita afirmou ter interceptado cinco mísseis balísticos. O Irão também confirmou ataques a infraestruturas do Kuwait, incluindo uma central de dessalinização que provocou mortes entre trabalhadores.
Balanço de vítimas e contexto regional
As autoridades de saúde do Líbano indicaram um aumento do número de mortos desde o início do conflito com o Hezbollah, incluindo civis e socorristas. A ONU confirmou perdas entre forças de manutenção da paz. O Irão não divulgou um balanço atualizado, enquanto organizações de direitos humanos apontam contagens elevadas de vítimas entre civis. O cenário na região mantém-se volátil, com ações militares em curso e tentativas de mediação diplomática em curso.
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