- A TotalEnergies lucrou mais de mil milhões de dólares em março ao comprar carregamentos de crude no Médio Oriente, envolvendo cerca de 70 carregamentos entre Emirados Árabes Unidos e Omã.
- A operação ocorreu num contexto de perturbação do tráfego pelo estreito de Ormuz, após a S&P Global Platts suspender, a 2 de março, a nomeação de crude que necessitava atravessar a rota, reduzindo opções em cerca de 40%.
- Em março, a TotalEnergies foi a única a consolidar contratos parciais suficientes para um carregamento completo, com atividade de trading significativamente maior do que em fevereiro.
- Os preços do crude do Dubai dispararam, subindo de cerca de 70 dólares por barril para perto de 170 dólares, enquanto o Brent atingiu picos de cerca de 120 dólares.
- O presidente-executivo Patrick Pouyanné disse à televisão que o mercado está distorcido e alertou para potenciais impactos nos preços de gás se o conflito se prolongar; a empresa indicou que produção no Qatar, Iraque e junto aos Emirados Árabes Unidos foi suspensa ou está a suspender-se, representando cerca de 15% da produção mundial, mesmo com os crude do Médio Oriente a responderem por aproximadamente 10% dos fluxos de caixa do upstream.
TotalEnergies reporta lucros acima de mil milhões de dólares ao explorar crude do Médio Oriente em março. A operação envolveu a compra de carregamentos para maio. A informação é avançada pelo Financial Times, citando uma fonte próxima da empresa.
Três fatores explicam o contexto: a suspensão, pela S&P Global Platts, das nomeações de crude que atravessam o estreito de Ormuz; a restrição de várias qualidades de crude disponíveis; e o aumento dos preços do Dubai crude.
A empresa francesa terá adquirido cerca de 70 carregamentos de crude vindos dos Emirados Árabes Unidos e de Omã. Este volume é mais do que o dobro das compras registadas em fevereiro, segundo a mesma fonte do FT.
O que aconteceu
A perturbação no indice de referência levou a uma liquidez reduzida, com apenas duas qualidades disponíveis para entrega. O resultado foi um mercado mais volátil e dependente de operadores únicos.
Quem está envolvido
A TotalEnergies figura como o principal interveniente, sem declarações públicas formais sobre trading. Analistas citados pelo FT apontam que a empresa dominou o negócio no mês de março.
Quando e onde
Os carregamentos apontam para maio, com origens no UAE e Omã. A disrupção começou a ganhar contornos em 2 de março, quando a Platts suspendeu as nomeações de crude que atravessam o estreito.
Porquê
A medida visou controlar riscos de segurança no trânsito marítimo em Ormuz. O mercado reagiu com uma subida acentuada dos preços do Dubai crude, elevando pressões sobre refinarias.
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