- As autoridades do Irão baixaram para 12 anos a idade mínima para integrar as milícias Bassij, voluntários que patrulham as ruas.
- O responsável Rahim Nadali disse que muitos jovens querem participar para contribuir com a frente de resistência contra o que designa como tirano mundial (EUA).
- Desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, as forças iranianas têm aumentado os postos de controlo em Teerão para impedir manifestações contra a República Islâmica.
- A milícia Bassij é uma força paramilitar de voluntários, criada em 1979, que gere monitorização da moralidade pública e repressão de protestos; estima-se cerca de seiscentos mil membros no país.
- O chefe da Bassij, Gholamreza Soleimani, foi morto num ataque que também tirou a vida ao chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, confirmaram Teerão em 18 de março.
As autoridades do Irão anunciaram a redução da idade mínima para integrar as milícias Bassidj, passando para 12 anos. A decisão foi comunicada por Rahim Nadali, responsável de uma ala da Guarda Revolucionária, numa transmissão televisiva.
Segundo o responsável, a medida busca mobilizar jovens para a “frente de resistência” contra os Estados Unidos. Nadali mencionou ainda um elevado número de voluntários entre jovens e adolescentes para patrulhas e recolha de dados de segurança.
Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, as forças iranianas têm aumentado os postos de controlo em Teerão para prevenir manifestações contra a República Islâmica. Os Bassidj contam com cerca de 600 mil membros no país.
Contexto e desdobramentos
Nadali afirmou que os jovens querem participar nessas missões. A milícia Bassidj, criada em 1979, atua na segurança interna e na monitorização de comportamento público. Gholamreza Soleimani, chefe da força, foi morto num ataque que também atingiu Ali Larijani.
Na primeira semana do conflito, a defesa israelita identificou ataques a instalações em Teerão associadas aos Bassidj e à Guarda Revolucionária, incluindo a força de elite Qods, envolvida em operações externas e em apoio a grupos como Hamas e Hezbollah.
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