- Alcides Silva, suspeito de matar Manuel Costa, negou ter asfixiado a vítima perante o coletivo de juízes no tribunal da Feira.
- Admitiu ter chegado a casa, encontrado o amigo já morto com abraçadeira de plástico ao pescoço e ter dormido dois dias ao lado do corpo na mesma cama.
- Diz ter bebido vários litros de vinho durante esse período e, depois, decidido enterrar o corpo no quintal de Lourosa, Santa Maria da Feira.
- A acusação sustenta que o crime ocorreu a 15 de abril do ano passado e o cadáver foi enterrado em terreno pouco profundo, embrulhado num saco de serapilheira; o suspeito terá, entretanto, ido ao hipermercado comprar bens.
- O corpo foi detetado dez dias depois pela GNR e pela Polícia Judiciária; Alcides Silva foi detido em São João de Ver e encontra-se em prisão preventiva, enfrentando acusações de homicídio qualificado, profanação de cadáver e abuso de cartão.
Alcides Silva, suspeito de assassinar Manuel Costa e enterrá-lo num quintal em Lourosa, Santa Maria da Feira, negou o homicídio perante o colectivo de juízes do tribunal da Feira. A justiça investiga o caso, iniciado após o desaparecimento do casal. A acusação sustenta que o crime ocorreu em 15 de abril do ano passado.
Segundo o arguido, ao chegar a casa encontrou o amigo já sem sinais vitais, com uma abraçadeira de plástico ao pescoço. Viajou com o corpo para a cama onde dormiu dois dias, tendo consumido vinho nesse período, antes de decidir enterrar o cadáver no terreno.
Pelo MP, a relação de 25 anos entre Alcides Silva e Manuel Costa terminou de forma trágica. O corpo foi colocado num saco de serapilheira e deixado a pouca profundidade, apenas a alguns minutos da residência. O cadáver foi encontrado 10 dias depois pela GNR de Lourosa e pela PJ do Porto.
Período de investigação e detenção
Alcides Silva tentou fugir, mas foi detido em São João de Ver, a poucos quilómetros de Lourosa. O arguido encontra-se em prisão preventiva e está acusado de homicídio qualificado, profanação de cadáver e abuso de cartão, dispositivo ou dados de pagamento. O caso permanece sob investigação.
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