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Novo Banco reserva 500 milhões e dividendos especiais para comprador francês

Novo Banco guarda 500 milhões em dividendos especiais para o comprador francês, após lucro de 828 milhões, com distribuição futura a compensar parte do investimento do BPCE

O presidente executivo do BPCE, Nicolas Namias, cumprimenta o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, na assinatura da venda do Novo Banco. Ao lado, Kambiz Nourbakhsh, da Lone Star
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  • A Assembleia Geral do Novo Banco aprovou as contas do ano passado, com lucro de 828 milhões de euros.
  • Não houve previsão de distribuição imediata de dividendos; ficam para o futuro acionista, o grupo Banque Populaire et Caisse d’Epargne (BPCE).
  • O montante de cerca de 500 milhões de euros em dividendos fica reservado para o comprador francês.
  • As contas também abrem perspetivas de distribuição de mais dinheiro nos próximos anos.
  • O pagamento de dividendos no triênio compensa cerca de um terço do investimento feito pelo BPCE.

A assembleia geral do Novo Banco, ainda sob controlo da Lone Star, aprovou na segunda-feira, 23 de Março, as contas do último exercício. O banco reportou um lucro de 828 milhões de euros. Não houve decisão de distribuir dividendos de imediato.

Os dividendos previstos, estimados em cerca de 500 milhões de euros, permanecem para o futuro acionista, o grupo Banque Populaire et Caisse d’Epargne (BPCE). A medida mantém as ações de venda em compasso estável.

Além disso, o relatório indica que há mais recursos disponíveis para distribuição nos próximos anos, com o montante para o triénio a equivaler a aproximadamente um terço do investimento realizado pelo BPCE. A administração não detalha datas de pagamento.

Dividendo para BPCE, após a venda

O conteúdo financeiro reforça o papel do BPCE na reestruturação do banco. A Lone Star mantém o controlo operacional enquanto se aguarda a conclusão de acordos de venda e de remuneração ao acionista após a alienação.

Entre os dados apresentados, destacam-se a robustez dos resultados e a prevista remuneração futura aos acionistas, sem previsão de retorno imediato aos investidores. O comunicado ressalva que as decisões dependem de condições de mercado e do processo de venda.

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