- O Governo da Moldávia aprovou um estado de emergência no setor energético por sessenta dias, para responder aos ataques russos na Ucrânia.
- A linha de transporte de eletricidade Isaccea-Vulcanesti, que liga a Moldávia à Europa, ficou interrompida na terça-feira à noite.
- A recuperação está dificultada por falhas técnicas identificadas nos elementos de suporte do cabo na Ucrânia, que apontam para um curto-circuito grave exigindo medidas especializadas.
- A linha é a principal espinha dorsal de importação da Rede Europeia de Transmissão de Energia (ENTSO-E) e, normalmente, fornece entre sessenta por cento e setenta por cento do consumo na margem direita da Moldávia; os fluxos atuais estão em zero megawatts, com défice estimado entre trezentos e cinquenta e quatrocentos megawatts nos horários de ponta.
- A descoberta de destroços de drones junto às infraestruturas danificadas aumenta o risco, atrasando a desminagem e o início dos trabalhos técnicos, enquanto o Governo coordena ações com parceiros na Roménia e na Ucrânia.
O setor energético da Moldova vive um estado de emergência por 60 dias, após ataques russos a infraestruturas na Ucrânia. A decisão foi tomada pelo Governo moldavo e aguarda aprovação do parlamento em sessão extraordinária.
A linha de transporte de eletricidade Isaccea-Vulcanesti, que une a Moldova à Europa, ficou interrompida na noite de terça-feira. O governo aponta falhas técnicas causadas por danos nos cabos de suporte na Ucrânia.
A medida de emergência facilita decisões rápidas sobre fornecimento de energia, incluindo desvio de regras de contratação e flexibilização do consumo. Coordenação com Roménia e Ucrânia também fica mais célere.
Dano à linha, principal espinha dorsal de importação do ENTSO-E, reduz fluxos para 0 MW, estimando-se um défice de 350-400 MW nas horas de ponta a partir de amanhã. Recuperação dependerá de desminagem.
Danos adicionais surgem com a descoberta de destroços de drones perto de infraestruturas ucranianas, o que atrasa o trabalho técnico em segurança. Equipes deverão proceder à limpeza antes de avançarem.
O governo sublinha que a linha era responsável por entre 60% e 70% do consumo da Moldávia na margem direita. O restabelecimento completo depende de cooperação entre autoridades nacionais e parceiros europeus.
Líderes moldavos alertam para o agravamento da segurança energética regional. Maia Sandu descreve os ataques como crime de guerra e responsável direto, citando a interrupção da ligação à Europa.
O vice-primeiro-ministro Mihai Popşoi e o primeiro-ministro Alexandru Munteanu enfatizam a vulnerabilidade do sistema, mesmo com rotas alternativas já utilizadas para sustentar o fornecimento.
Em março, o bombardeamento da central hidroelétrica de Novodnestrovsk provocou poluição no rio Dniester, afetando o fornecimento de água potável a cerca de 80% da população moldava.
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