- Em 28 de abril de 2025, o apagão na Península Ibérica deixou milhares de pessoas às escuras por várias horas, com a origem identificada no lado espanhol.
- O relatório técnico conclui que a origem esteve em Espanha e que as autoridades portuguesas não são responsáveis pelo apagão.
- O documento, elaborado pela Rede Europeia de Gestores de Redes de Transporte de Eletricidade (ENTSO-E) e validado pela Agência de Cooperação dos Reguladores da Energia (ACER), aponta três eventos em Granada, depois em Badajoz e, por fim, em Sevilha, antes da propagação do apagão.
- Do ponto de vista técnico, a origem principal foi o controlo de tensão insuficiente do lado de Espanha; o relatório é uma análise técnica, não uma atribuição de culpas.
- Segue-se agora a avaliação pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) sobre as consequências, incluindo eventuais compensações; o relatório apresenta 23 recomendações, com cerca de 90% já implementadas ou previstas a nível nacional.
O apagão elétrico que afetou Portugal e a Península Ibérica a 28 de abril de 2025 terá, segundo o relatório técnico, origem em Espanha, com consequências ainda por definir em Portugal. A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, informou que o documento, elaborado pela ENTSO-E e validado pela ACER, aponta três eventos geográficos: Granada, depois Badajoz, seguidos de Sevilha, antes da propagação do corte de energia.
A governante sublinhou que o relatório é independente e não visa identificar culpados, apenas causas técnicas. A partir da análise, salientou que a responsabilidade principal recai sobre o controlo de tensão no lado espanhol. O próximo passo cabe ao regulador nacional para avaliar impactos e compensações potenciais.
A ERSE deverá analisar as consequências do incidente e definir o caminho a seguir no que respeita a indemnizações, caso haja elegibilidade. Especialistas já disseram que, se o evento for classificado como extraordinário, as compensações podem não ocorrer.
Origens técnicas e alcance do relatório
O relatório final, apresentado hoje, inclui 23 recomendações, com 90% já implementadas ou previstas a nível nacional, sobretudo em controlo de tensão, partilha de dados e resiliência do sistema. O reforço da coordenação entre produção, distribuição e transporte também é destacado.
Os peritos europeus que investigaram o apagão ibérico apuraram que o evento resultou de múltiplos fatores técnicos e não atribui responsabilidades legais. A avaliação depende da interpretação da lei por cada autoridade competente, afirmou o presidente da ENTSO-E.
O painel, composto por 49 especialistas, descreveu o episódio como o mais grave do seu tipo na Europa em mais de duas décadas e um fenómeno sem precedentes teóricos. O apagão de 28 de abril de 2025 deixou milhares de pessoas sem energia, com impactos em transportes, comunicações e serviços básicos. Em Portugal, o corte ocorreu por volta das 11h33.
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