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Dinamarca pronta a destruir vestígios na Gronelândia em caso de invasão dos EUA

Dinamarca enviou explosivos e reservas de sangue à Gronelândia em janeiro, preparando-se para resistir a uma possível invasão dos EUA e dissuadir com presença europeia

O exercício militar já previsto na Gronelândia, no início do ano, foi acelerado e revestiu-se de maior importância
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  • Em janeiro, a Dinamarca enviou soldados, explosivos e reservas de sangue à Gronelândia, num cenário de possível invasão dos EUA.
  • A reportagem da televisão estatal dinamarquesa citou doze fontes entre responsáveis políticos, militares e serviços secretos, dinamarqueses, franceses e alemães; o Financial Times confirmou a história com outras fontes europeias.
  • O que parecia ser um exercício europeu, chamado Arctic Endurance, era visto como uma operação séria, com ordens para resistir para aumentar os custos aos norte-americanos.
  • França e Alemanha enviaram contingentes para a Gronelândia, procurando ter presença suficiente para dissuadir as ambições de anexação dos EUA.
  • A tensão permanece: a primeira-ministra dinamarquesa disse que Trump continua com ambições de tomar a Gronelândia, mantendo negociações em curso sem cedência de soberania.

Danimarca reuniu-se em janeiro com planos de defesa radicais caso a Gronelândia fosse alvo de uma incursão americana. Entre medidas: envio de explosivos para destruir pistas de Nuuk e da base de Kangerlussuaq, bem como reservas de sangue para uso em eventual batalha. A operação visava dificultar uma possível invasão dos Estados Unidos.

A informação surgiu numa reportagem da emissora pública DR, citando doze fontes políticas, militares e de serviços secretos dinamarqueses, franceses e alemães. O Financial Times confirmou a história junto de outras duas fontes europeias, validando as informações acima.

Segundo as fontes, o que parecia um exercício foi compreendido como uma preparação séria. Um responsável de defesa afirmou à DR que não houve erro: a operação era, de facto, uma preparação de resposta a um cenário hostil. Em termos práticos, caças dinamarqueses e um navio francês foram deslocados para o Norte, com ordens para resistir para aumentar custos a uma possível ofensiva.

A notícia sugere que o objetivo era dissuadir as ambições sobre a Gronelândia, uma região semi-autónoma sob a Dinamarca. Países europeus, incluindo França e Alemanha, teriam enviado tropas para manter presença na ilha, com o reforço de apoio naval e aéreo, conforme relatos da DR.

A situação manteve-se tensa após recentes eventos na região, com Donald Trump a confirmar, ainda que de forma circunstancial, o interesse em avaliar soluções para a Gronelândia. Autoridades dinamarquesas e europeias mantêm negociações de alto nível sobre uma possível solução que não envolva cedência de soberania.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, indicou que a política externa se encontra numa fase crítica e que o cenário continua a evoluir. Fontes próximas aos órgãos de decisão destacaram a continuidade dos contactos com os aliados europeus, sem confirmar compromissos formais sobre a Gronelândia.

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