- 13 militares do NRP Mondego alegam, num requerimento ao tribunal, que a Marinha se prepara para substituir os dois motores do navio, colocando em risco a prova sobre o estado do Mondego.
- A defesa afirma que os motores a instalar estão em melhor estado e viriam do NRP Douro, já revisados, devendo regressar à base naval do Alfeite.
- A substituição seria, segundo os arguidos, a inutilização definitiva dos últimos vestígios de prova relativos ao estado do Mondego, em março de 2023.
- Os militares pedem ao tribunal que exija à empresa responsável pela manutenção datas das operações e que a Marinha se abstenha de qualquer intervenção nos dois motores, além de indicar intervenções realizadas aos motores do Mondego e do Douro.
- Os 13 militares estão acusados de insubordinação por desobediência após recusarem acompanhar um navio russo perto de Porto Santo; a Marinha reabriu recentemente os processos disciplinares após o Supremo Tribunal Administrativo ter considerado ilícitas sanções anteriores.
O grupo de 13 militares do NRP Mondego afirma, num requerimento ao tribunal, que a Marinha prepara a substituição dos dois motores do navio, o que, alegam, pode levar à inutilização definitiva de provas sobre o real estado da embarcação. O documento chegou ao tribunal de instrução, onde o processo tramita.
Os militares recusaram embarcar para uma missão que envolvia acompanhar um navio russo a norte de Porto Santo, alegando razões de segurança. Pela acusação, tratou-se de um crime de insubordinação por desobediência. O estado do Mondego é tema central do processo.
Segundo o requerimento, a existência de avarias graves nos motores e a ideia de substituição levariam a que o Mondego perdesse os vestígios de provas sobre o seu estado. Alega-se que os motores a instalarestariam em melhor condição do que os do navio Douro.
Os alegados motores substitutos teriam estado no Douro e, após manutenção, estariam prontos para regressar à base naval de Alcochete (Alfeite). Caso a substituição se confirme, deixa de haver referência às condições operacionais do Mondego em março de 2023, sustenta a defesa.
A defesa pediu ao tribunal que exija informações à empresa responsável pela manutenção dos motores para saber as datas das intervenções. Também solicitou que a Marinha se abstenha de qualquer intervenção nos dois motores e indique as intervenções realizadas nos navios Mondego e Douro.
Os 13 militares defendem que a troca de motores pode comprometer a prova sobre o estado real do Mondego. O Ministério Público sustenta que o navio possuía capacidade de navegação, ainda que com falhas, como fissuras no convés e avarias na bomba de refrigeração do motor, e que o comandante poderia regressar ao porto se surgissem condições impossíveis de cumprir a missão.
A Marinha já retomou os processos disciplinares, após o Supremo Tribunal Administrativo ter considerado ilícitas as sanções aplicadas previamente. O caso continua a ser estudado pelo tribunal de instrução, com novas informações sendo solicitadas às partes envolvidas.
Detalhes sobre a eventual substituição
- A defesa requer esclarecer datas de manutenção dos motores com a empresa responsável.
- A Marinha foi também notificada para informar eventuais intervenções nos motores dos NRP Mondego e NRP Douro.
- Os próximos passos incluem a notificação de autoridades competentes para esclarecer o estado dos meios.
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