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Câmara de Lisboa diz que família com caravana confiscada rejeitou apoio de emergência

Caravana que servia de habitação para família no Bairro Portugal Novo foi removida pela Polícia Municipal; o apoio de emergência habitacional foi rejeitado

Autocaravana
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  • A caravana que servia de habitação a uma família de seis pessoas no Bairro Portugal Novo foi removida pela Polícia Municipal, após sucessivas notificações de ilegalidade.
  • A Câmara de Lisboa informou ter disponibilizado apoio de emergência habitacional via Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que foi rejeitado pela família.
  • A família vive na caravana há cerca de dois anos e fixou-se em Lisboa no Largo Roque Laia, depois de itinerância por bairros em demolição.
  • A família candidatou-se ao Programa de Arrendamento Apoiado, não tendo ainda sido atribuída habitação municipal devido à pontuação no processo; as regras seguem regulamentos municipais.
  • O PCP critica a ação, dizendo que a retirada sem acompanhamento social agravou a situação; a Junta de Freguesia do Areeiro afirma que os quatro menores ficarão com a avó e o casal numa tenda junto à caravana.

A Câmara de Lisboa informou que a caravana que servia de habitação a uma família no Bairro Portugal Novo foi removida pela Polícia Municipal, após sucessivas notificações de ilegalidade. Foi também assegurado apoio de emergência habitacional, que foi rejeitado pela família.

Segundo a autarquia, os residentes puderam retirar os bens pessoais do interior da caravana. O apoio foi disponibilizado via Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, mas não chegou a ser aceite.

A família é composta por seis pessoas: um casal e quatro filhos menores. Viviam no veículo há dois anos, numa área que já tinha sido alvo de demolição em outros bairros, conforme a própria Câmara.

A Câmara esclarece que a família se candidatou ao Programa de Arrendamento Apoiado, destinado a agregados com baixos rendimentos. A atribuição de habitação depende de uma classificação de carência, o que ainda não ocorreu.

O PCP denunciou que a apreensão ocorreu sem aviso prévio e que não houve acompanhamento social nem garantia de uma alternativa condigna. O partido questiona a justificação para o confisco sem solução habitacional.

O presidente da Junta de Freguesia do Areeiro, Pedro Jesus, afirmou que a caravana estava estacionada na via pública e que as respostas sociais foram oferecidas, incluindo pernoita em abrigos, mas não aceites pela família. Os quatro menores deverão ficar com a avó, enquanto o casal pode ficar numa tenda existente no local.

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