- Mais de oitenta por cento dos bombeiros de Sever do Vouga passaram à inatividade, incluindo o comandante Telmo Asensio e o adjunto de comando José Pereira, mantendo-se apenas cerca de quinze elementos em atividade.
- O movimento resulta de meses de conflito entre a direção da Associação Humanitária e o corpo de bombeiros, liderada por Joaquim Macedo.
- A Câmara Municipal de Sever do Vouga, através da vice-presidente Paula Coutinho, afirmou que o socorro à população está assegurado e que a autarquia tem desempenhado o papel de mediadora.
- A direção da associação não foi contactada pela Lusa com resposta até ao momento; os bombeiros acusam falta de investimento em equipamentos de proteção, viaturas e más condições no quartel, bem como interferência operacional.
- No início deste ano, cerca de setenta bombeiros assinaram uma carta aberta a exigir a substituição da atual direção, alegando decisões que afetaram as dinâmicas do corpo.
Mais de 80% dos bombeiros de Sever do Vouga, no distrito de Aveiro, passaram à inatividade em desacordo com a direção da Associação Humanitária. A conclusão ocorreu na segunda-feira, segundo a Câmara Municipal de Sever do Vouga.
Fonte da corporação informou à Lusa que 62 bombeiros entraram em inatividade, incluindo o comandante Telmo Asensio e o adjunto de comando José Pereira. Cerca de 15 elementos mantiveram-se em serviço.
O conflito com a direção da associação, liderada por Joaquim Macedo, arrasta-se há meses, com críticas sobre decisões e interferência em operações. O corpo agradeceu publicamente aos dois oficiais pela dedicação.
A Câmara tem atuado como mediadora, mantendo reuniões com as duas partes para evitar problemas no socorro à população. Paula Coutinho, vice-presidente da câmara, garantiu que o apoio à população está assegurado.
De forma prática, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil de Aveiro explicou que a primeira intervenção deve ficar a cargo do corpo local. Em caso de incêndio, podem entrar reforços de cidades vizinhas, como Albergaria.
No início deste ano, cerca de sete dezenas de bombeiros assinaram uma carta aberta a exigir a substituição da atual direção, citando decisões consideradas prejudiciais às dinâmicas da corporação.
Além de falhas apontadas em equipamentos de proteção individual, os bombeiros mencionaram carências em viaturas e más condições no quartel, bem como ingerência na gestão e nas respostas de socorro.
Entre na conversa da comunidade