- O Irão afirmou ter feito “progressos significativos” nas negociações com os Estados Unidos, mediadas por Omã, realizadas na Suíça.
- As partes concordaram em continuar as conversações na próxima semana, com uma ronda técnica a começar na agência nuclear da ONU, em Viena, na segunda-feira.
- O Irão insiste que as conversações se concentrem apenas no programa nuclear, enquanto os EUA querem também reduzir o envolvimento do Irão em mísseis e no apoio a grupos regionais.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, deu à Teerão quinze dias para chegar a um acordo, enquanto os Estados Unidos ponderam ataques e mantêm grande frota na região.
- No reforço militar, o porta-aviões USS Gerald R. Ford foi visto no Mediterrâneo, num contingente que inclui vários navios de guerra, num momento de tensão com o Irão.
Do Irão e dos EUA falam via mediadores omanitas e registraram “progressos significativos” nas negociações realizadas na Suíça. O objetivo é reduzir tensões que se agravaram nos últimos meses.
O Irão afirma que as conversas avançaram em questões nucleares e de sanções. A próxima ronda pode ocorrer dentro de uma semana, com contactos técnicos em Viena, na segunda-feira.
Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, o encontro permitiu avançar para conteúdo de acordo nos dois domínios. A cimeira foi descrita como a mais intensa até agora.
Araghchi indicou que a reunião seguinte pode ocorrer em menos de sete dias, mantendo as negociações em formato indireto entre Teerão e Washington. As partes voltam a reunir-se numa nova etapa.
Contexto diplomático
As negociações em Viena aparecem no quadro de meses de dossiês em disputa. O Irão pretende manter o foco no programa nuclear, enquanto os EUA exigem recuos no programa de mísseis e em apoios a grupos regionais.
Trump estabeleceu um prazo de 15 dias para chegar a um acordo, alimentando a pressão sobre Teerão. Washington ainda pondera uso da força como opção de política externa.
O Irão sustenta que o programa nuclear tem fins pacíficos e que não aceitará discussões sobre outros aspetos até ver progressos nos elementos nucleares.
Reforço militar
No âmbito da política externa dos EUA, o presidente Trump criticou o Irão numa intervenção recente, alegando avanços nucleares. As autoridades iranianas classificaram essas afirmações como incorretas.
Antes das negociações, o líder iraniano enfatizou que o país não procura possuir arma nuclear. O tom público das partes mantém-se firme quanto aos objetivos nucleares.
Paralelamente, o dispositivo militar dos EUA intensifica-se no Mediterrâneo. O porta-aviões USS Gerald R. Ford foi visto a emergir de Creta, aumentando a presença naval na região.
Washington mantém mais de uma dúzia de navios no Médio Oriente, incluindo o porta-aviões USS Abraham Lincoln e diversas unidades de defesa. A presença numérica sustenta a pressão estratégica.
As negociações de alto nível prosseguem com a participação de representantes iranianos e norte-americanos. O objetivo é clarificar pontos cruciais para possíveis acordos futuros.
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