- A House SM, moradia térrea inspirada nos palheiros de Ílhavo, situa-se numa faixa junto ao mar e abre-se ao exterior sem se expor.
- O principal desafio foi manter a privacidade, organizando todo o programa num único piso e ligando interior ao exterior, com entrada de luz superior.
- A casa distribui a área privada no recorte traseiro do lote e a área social num volume menor que se prolonga para decks, piscina e jardins.
- O projeto recorre ao zinco para a leitura vertical da fachada e da cobertura, mantendo a estética dos palheiros sem exigir manutenção da madeira.
- A iluminação natural entra principalmente de sul e poente através de aberturas superiores, garantindo luminosidade interior sem comprometer a privacidade.
Numa faixa junto ao mar, uma casa térrea inspira-se nos palheiros de Ílhavo e abre-se para o exterior sem se expor. O desafio central foi manter a privacidade, organizar o programa num único piso e ligar interior e exterior de forma subtil.
A moradia, denominada House SM, foi desenvolvida pelo atelier Mário Alves Arquitectura e situa-se numa zona com construções ao redor. O arquiteto explicou que a privacidade exigiu soluções de layout, iluminação e arranjo de espaços para evitar visuais indesejados.
Para contornar as conditionantes do terreno, o projeto criou um quarto interior, uma zona social que se articula com os volumes exteriores e entradas de luz superiores que protegem as habitações interiores. A ausência de edificações na periferia impôs desafios de equilíbrio entre liberdade e proteção.
Mário Alves realçou que o traçado foi pensado a partir da perspetiva dos clientes, imaginando como usufruir dos espaços sem comprometer a privacidade. O volume maior alberga a área privada, posicionada na parte mais protegida do lote, enquanto a zona social é mais contida e se estende para decks, piscina e jardins.
A hierarquia do projeto privilegia a privacidade, com a área privada a dominar em dimensão e recuar do olhar externo. A área social ocupa menor volume e prolonga-se para o exterior, promovendo continuidade entre interior e exterior.
A casa aproxima-se do mar e dialoga com a referência cultural dos palheiros, refletida na escolha dos materiais. Optou-se pelo zinco para reproduzir a leitura vertical herdada da estética tradicional, mantendo a ideia de madeira sem requisição de manutenção.
As aberturas foram desenhadas para deixar entrar luz de sul e poente sem comprometer a privacidade. A iluminação superior permite claridade interior, preservando zonas privadas. O pé-direito elevado contribui para o conforto térmico, favorecendo a circulação de ar quente.
A variação de alturas ao longo dos tectos define áreas de passagem, estar e convivência, sem recorrer a divisões rígidas. Segundo o atelier, a espacialidade orienta o uso dos espaços pela diferença de alturas.
No equilíbrio entre privacidade e convivência, a estratégia foi deslocar a área privada para a traseira, evitando confrontos visuais. As aberturas voltadas para o exterior permanecem amplas na área social, fortalecendo a relação com o espaço exterior.
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