- Pais e familiares manifestaram-se à porta da Academia Sonhar e Crescer, na freguesia de Carnide, em Lisboa, para denunciar alegados maus‑tratos às crianças.
- Um pai informou que o filho, com quase 2 anos, terá sido agredido por uma funcionária, tendo ocorrido um traumatismo craniano; a criança terá sido ao Hospital da Luz.
- Dizem ter relatos de outros filhos com marcas na pele, arranhões e nódoas negras, e que já apresentaram queixas à PSP, ao Departamento de Investigação e Ação Penal e à Comissão de Proteção de Crianças.
- Uma ex‑funcionária terá contado aos pais o que se passou na creche, cuja gestão mudou de nome e hoje terá pagamentos diferentes entre famílias.
- A direção pretende reabrir na terça-feira, mas os pais afirmam que não permitirão a reabertura; a PSP acompanha a situação.
Pais e familiares de crianças da creche Academia Sonhar e Crescer, em Carnide, Lisboa, manifestaram-se hoje à porta do estabelecimento, alertando para indícios de maus-tratos físicos e psicológicos.
Entre os presentes está Francisco Cavaneiro, pai de um menino quase com 2 anos, que terá sofrido uma alegada agressão por parte de uma funcionária, provocando traumatismo craniano. Os pais já acionaram a PSP, o Departamento de Investigação e Ação Penal e a Comissão de Proteção de Crianças, e agora avançam com investigaçao criminal.
De acordo com Cavaneiro, o filho ingressou na creche com cerca de seis meses e nunca tinha mostrado sinais de agressões até ao episódio recente. O menino terá recebido atendimento no Hospital da Luz, onde foi diagnosticado traumatismo craniano. Relatos de marcas na pele também foram referidos pelos progenitores.
Outra mãe, Sofia Guedes, contou que a filha esteve na creche apenas cerca de um mês em 2022, durante a adaptação à pandemia. Ela descreveu situações em que a criança chegava com a orelha pisada e afirmou que as explicações anteriores eram de que outras crianças teriam causado os incidentes.
A direção da escola, que já mudou de nome, terá a intenção de reabrir na terça-feira, mas os pais afirmam que não permitirão o regresso. A Lusa tentou contactar a direção sem sucesso até ao momento.
No local encontram-se agentes da PSP, enquanto pais exibem cartazes com fotografias das crianças para ilustrar os alegados maus-tratos. O estabelecimento funciona desde o berçário até aos 3 anos.
Contexto e próximos passos
Os organizadores da manifestação solicitam esclarecimentos e a continuação das investigações por entidades competentes. As autoridades não divulgaram novas informações oficiais até ao momento. A ocorrência permanece em apuramento pelos departamentos policiais e judiciais competentes.
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