- A Europol indica que o tráfico de cocaína para a Europa está em níveis recorde e que as redes criminosas se têm adaptado, fragmentando rotas e recorrendo a métodos cada vez mais complexos.
- Os antigos grandes portos de entrada, como Hamburgo, Roterdão e Antuérpia, são usados menos, com as redes a apostar em semissubmersíveis e embarcações não comerciais para o transporte transatlântico.
- No último fim de semana, quase nove toneladas de cocaína foram interceptadas ao largo dos Açores, transportadas num semissubmersível, numa das maiores apreensões já feitas em Portugal.
- Também se tem usado o envio por grandes navios, seguido de transferência no mar para embarcações menores ou por meio de “drop-off”, para libertar fardos que depois são recolhidos por narcolanchas.
- A polícia espanhola deteve 105 pessoas numa operação que apontou uma introdução na Europa, no último ano, de 57 toneladas de cocaína oriunda do Brasil e da Colômbia, com estruturas que passavam por Portugal; em Portugal, 2025 registou apreensões de cocaína dissimulada em lulas e mandioca congeladas, e a Europol apela à extensão da vigilância marítima para além dos portos comerciais.
A Europol alertou para uma subida recorde do tráfico de cocaína para a Europa, com redes criminosas a adaptar-se rapidamente. O relatório destaca a utilização de semissubmersíveis e de embarcações não comerciais para transportar droga transatlântica.
As autoridades referem que os antigos grandes portos de entrada, como Hamburgo, Roterdão e Antuérpia, estão a perder protagonismo, com rotas fragmentadas e métodos mais complexos a emergirem. A capacidade técnica das embarcações tem aumentado.
Numa operação recente perto dos Açores, a Polícia Judiciária, a Marinha e a Força Aérea intercetaram um semissubmersível, com quase nove toneladas de cocaína, na maior apreensão já efetuada em Portugal.
O método conhecido como drop-off permite deixar fardos no mar para serem recolhidos por embarcações rápidas, aumentando a dificuldade de rastrear o envio. Este tipo de tática já tem sido utilizado em operações anteriores.
A polícia espanhola anunciou a detenção de 105 suspeitos numa operação que desmontou uma organização responsável por cerca de 57 toneladas de cocaína na Europa, oriunda principalmente do Brasil e da Colômbia, com ligações a Portugal e uso de narcolanchas.
Outras ações em 2025 envolveram cocaína camuflada em lulas e mandioca congeladas, indicam autoridades portuguesas, sublinhando a diversidade de esconderijos e métodos.
A Europol apelou à intensificação da vigilância marítima para além dos portos, abrangendo portos menores, zonas costeiras e corredores em alto-mar, para enfrentar a evolução das redes criminosas.
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