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Pais russos recusam dar brinquedos militares aos filhos

Pais russos recusam brinquedos com temática militar para os filhos, apesar da oferta nas lojas e da produção interna ligada ao Exército

Foto: Константин Мартынов/unsplash
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  • Os pais russos estão relutantes em oferecer brinquedos com temática militar aos filhos, com muito menos procura do que no ano passado, apesar de existirem secções dedicadas nas lojas.
  • Em áreas fora do centro de Moscovo, há mais brinquedos relacionados com a guerra; uma loja Hamleys, agora Toys Pro, sugere que o desgaste com a guerra pode explicar a mudança de comportamento.
  • Após sanções de 2022 e a saída de empresas ocidentais, marcas nacionais e chinesas passaram a dominar o mercado de brinquedos militares na Rússia.
  • Mesmo assim, empresas europeias como Sluban continuam a produzir modelos de equipamento militar usados na guerra na Ucrânia, incluindo tanques e drones, com embalagens em russo.
  • As autoridades promovem a participação infantil na guerra através de organizações como Yunarmiya, Rosspatriotsentr e Movimento Escolar Russo, com atividades que incluem treino básico de guerra; a Yunarmiya afirma ter treinado dois milhões de crianças.

Os pais russos recusam oferecer brinquedos com temática militar aos filhos, mesmo com lojas mantendo uma secção dedicada e o Exército envolvido na produção. A recusa cresce apesar da disponibilidade do género no mercado.

Em Moscovo, vendedores ouvidos pela Efe dizem que a procura diminuiu significativamente e que a negatividade associada é um aspeto que os pais querem evitar para as crianças. A guerra é o motivo subjacente de fundo.

Fora do centro de Moscovo, lojas menos expostas à propaganda nacionalista mantêm mais brinquedos de guerra. Um vendedor da antiga Hamleys, agora Toys Pro, afirma que a rede vendeu-se e que a relação com a guerra pode influenciar a oferta.

O comerciante reforça que as pessoas estão cansadas da guerra, num contexto em que a disponibilidade de armas de brinquedo aumentou desde 2022. A mudança é mais evidente em áreas periféricas da capital.

O mercado russo de brinquedos também viu a entrada de fabricantes nacionais e asiáticos após sanções, com marcas como Brick Labs, Igrolend, Bondibon e Mega a dominar. No entanto, algumas empresas europeias persistem no setor.

A Sluban, empresa neerlandesa, continua a produzir modelos de equipamento militar usados na guerra na Ucrânia, incluindo tanques e drones. Os modelos chegam com instruções em russo para o público local.

Entre os brinquedos de construção, há drones quadricópteros com embalagens em russo, destinados às crianças. O Exército Russo também lançou a sua própria linha de brinquedos, com armas de brincar.

A Brick Labs aposta numa linha baseada no folclore russo, com personagens como Baba Yaga e os cavaleiros Bogatyr, numa estratégia de diversificação de oferta. Outras marcas seguem o tema de guerra.

As autoridades russas promovem a participação infantil na guerra através de várias entidades federais. Yunarmiya, Rosspatriotsentr e o Movimento Escolar Russo organizam iniciativas de educação militar.

Há também bolsas de estudo oferecidas por agências de segurança, como o Comité de Educação e a Rosgvardia. Estas organizações promovem atividades desportivas, campos de férias e formação básica de guerra.

Relatos indicam que as organizações recrutaram crianças com promessas de refeições e notas melhores, especialmente em territórios ucranianos ocupados pela Rússia. A Yunarmiya celebra o 10º aniversário em 2026.

Nas regiões ocupadas, escolas são usadas para incentivar a adesão a movimentos de preparação militar. Relatos de cobertura da BBC apontam coerção com incentivos tangíveis para os jovens.

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