- A esposa de um passageiro que morreu no cruzeiro Navigator of the Seas, da Royal Caribbean, abriu uma ação judicial em relação a um cruzeiro de ida e volta entre Los Angeles e Ensenada, em dezembro do ano passado.
- A ação alega que o homem recebeu pelo menos 33 bebidas alcoólicas de forma negligente e que a tripulação o imobilizou, deitando-se sobre ele e comprimindo costas e tronco.
- Alega-se ainda que os tripulantes administraram-lhe um sedativo e gás pimenta a pedido do capitão, contribuindo para uma paragem cardíaca.
- O médico legista do condado de Los Angeles qualificou a morte como homicídio, devido à combinação de asfixia mecânica, obesidade, cardiomegalia e intoxicação alcoólica.
- A família acusa a tripulação e o pessoal médico a bordo de não estarem adequadamente treinados para lidar com situações de alcoolemia e avaliação de quando parar de servir álcool.
Em dezembro, um passageiro morreu a bordo do cruzeiro Navigator of the Seas, da Royal Caribbean. A esposa, Connie Aguilar, moveu uma ação judicial contra a empresa, acusando negligência e consumo excessivo de álcool a bordo. O processo envolve a viagem de ida e volta entre Los Angeles e Ensenada, no México.
A ação sustenta que o homem recebeu pelo menos 33 bebidas alcoólicas, ficou desorientado e acabou imobilizado pela tripulação, que se deitou em cima dele e comprimiu as costas e o tronco. Alega ainda que lhe foi administrado sedativo e gás pimenta, a pedido do capitão.
O relatório do médico legista do condado de Los Angeles apontou homicídio, atribuindo a morte ao conjunto de asfixia, obesidade, cardiomegalia e intoxicação alcoólica. A família afirma que a equipa médica a bordo não tinha treino adequado para lidar com a situação.
Acusações e circunstâncias
A ação também questiona que a tripulação não deveria ter servido álcool ao homem, que apresentava sinais evidentes de embriaguez, e critica a formação médica a bordo. O texto cita que o navio da Royal Caribbean opera com pontos de venda de bebidas em várias áreas e que pode incentivar o consumo a bordo.
Segundo o processo, também é apontada negligência na avaliação de quando a tripulação deveria interromper o serviço de álcool. O documento destaca falhas no treinamento do staff médico para reconhecer situações de risco entre passageiros.
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