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Burlão apelidado ‘Olá, pai’ comete 35 crimes a partir do carro

Acusado de burlas massivas via WhatsApp, com 61.105,43 euros recuperados de 36 vítimas; 103 burlas em nove meses; prisão preventiva decretada

▲ Investigação foi realizada pela Polícia Judiciária NurPhoto via Getty Images
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  • Acusação envolve 35 crimes de burla qualificada e uma de burla qualificada na forma tentada, atribuídas a um homem residente em Albufeira que atuava em grupo.
  • Em nove meses de vigilância (fev a nov de 2024), ocorreram 103 burlas, totalizando cerca de 104 mil euros, com 36 vítimas identificadas até ao momento da acusação.
  • Cerca de 61.105,43 euros foram recuperados de 36 vítimas; algumas transferências envolveram referências Multibanco estrangeiras e intermediários em fora do país.
  • O modus operandi envolve mensagens massivas via WhatsApp a pedir pagamentos, alegadamente para filhos, com uso de cartões SIM pré-pagos e criptoativos para ocultar o dinheiro.
  • O arguido foi detido a 10 de dezembro de 2024; mantinha-se em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Leiria, enquanto as autoridades prosseguem diligências internacionais.

O caso das burlas “Olá mãe/Olá pai” em Portugal teve novas acusações e dados relevantes revelados pela investigação. Em nove meses de vigilância entre julho e outubro de 2024, registaram-se 103 burlas, com um montante aproximado de 104 mil euros movimentado pelo suspeito.

A acusação aponta 35 crimes de burla qualificada e uma de burla tentada, atribuídos a R. M., um cidadão holandês recém-detido. O grupo operava a partir de Albufeira, utilizando cartões SIM pré-pagos, referências Multibanco estrangeiras e transfers para intermediários no estrangeiro, com recurso a criptoativos para ocultar o dinheiro.

Cerca de 61.105,43 euros já foram recuperados, relativos a 36 vítimas identificadas. O modus operandi começava com mensagens massivas via WhatsApp, simulando pedidos de ajuda dos filhos para realizar pagamentos. As transferências destinavam-se a entidades como Online Payments e Paysafe, com o dinheiro seguindo para fora de Portugal.

A investigação indicou que o burlão atuava em conjunto com cúmplices, através de “mulas” que recebiam os valores e os transferiam posteriormente. Testemunhos apontam que a vida de luxo da família do suspeito era suportada por rendimentos obtidos através dos crimes.

Foi detido no dia 10 de dezembro de 2024, quando a Polícia Judiciária fez buscas à residência em Albufeira. No local foram apreendidos computadores, telemóveis, cartões multibanco e carteiras de criptomoedas. Relógios de luxo encontrados eram réplicas e não tinham valor económico.

As autoridades continuam a analisar dados digitais e intercepções para esclarecer o alcance do esquema, que terá ocorrido tanto a nível nacional como internacional, incluindo fluxos para contas fora de Portugal. O arguido encontra-se em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Leiria.

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