- O Douro & Porto Wine Festival abriu em Cambres, Lamego, juntando vinho, gastronomia e memória pop‑rock, numa noite com cerca de trinta graus no Douro.
- O cartaz contou com Raquel Loureiro, Olavo Bilac e Quinta do Bill, antes de Eagle‑Eye Cherry subir ao palco com temas como “Are You Still Having Fun?” e “Save Tonight”.
- Natalie Imbruglia anunciou cancelamento por motivos de saúde; a organização informou que a artista ficará para a edição de 2027.
- A Wine Village recebeu produtores regionais, com destaque para Lavradores de Feitoria e Quinta do Pego, promovendo brancos mais frescos para acompanhar o calor e o ambiente do festival.
- A segunda noite, já anunciada, traz Rui Pregal da Cunha, Lena d’Água, Aurea e Ronan Keating, mantendo a fórmula de música, vinho e gastronomia num Douro cosmopolita.
O Douro & Porto Wine Festival abriu em Cambres, Lamego, com um cartaz que juntou vinho, gastronomia e memória pop-rock. O cenário foi junto ao Douro, sob céu limpo e calor tocando as pedras, num ambiente de convivência entre produtores, público e música. A noite manteve o ritmo com a sala de degustação a manter o movimento entre provas e conversas.
Raquel Loureiro abriu o programa, seguida de Olavo Bilac, com Quinta do Bill a dar energia popular aos presentes. Eagle-Eye Cherry entrou em palco com sobriedade, voz quente e uma banda precisa, sem recorrer a efeitos excessivos. O público acompanhou com entusiasmo, num clima de expectativa pela noite.
Antes do esperado, a ausência de Natalie Imbruglia devido a problemas de saúde marcou o início, com promessa de presença em 2027. A organização manteve o espírito do festival, ajustando o cartaz sem perder o fio condutor entre música e vinho.
O que ficou em vez de um ponto final
Entre canções, o recinto de Cambres revelou a Wine Village, onde produtores mostraram vinhos da região. Entre um concerto e outro, o público circulou, reforçando o caráter de encontro do Douro com visitantes e residentes. O foco não foi apenas o palco, mas a experiência de prova e conversa.
Susana Veloso e Rute Oliveira, amigas de Vila Real, destacaram o ambiente e a qualidade dos vinhos Douro, enquanto reforçaram a importância de um festival que funciona como ponto de encontro. Eduardo Ferreira, da Lavradores de Feitoria, recordou que o Douro já foi sobretudo associado ao Vinho do Porto e sublinhou o espaço crescente dos vinhos DOC Douro.
Inês Barradas, da Quinta do Pego, viu no festival uma oportunidade de promoção da marca, com brancos e vinhos leves a dominarem as bebidas no calor. O evento mostrou que o festival é também uma plataforma de divulgação de produtores e do território.
O Douro & Porto Wine Festival confirmou que música, vinho e conversa convivem, criando uma experiência que ultrapassa o palco. O calor, as paisagens e as provas destacaram a relação entre a região e quem a visita.
Olhando para a noite seguinte
Para este sábado, o programa mantém o formato com Rui Pregal da Cunha em formato DJ set, Lena d’Água, Aurea e Ronan Keating a posicionarem-se no leque da memória pop e da música internacional. A continuidade do festival depende da mesma harmonia entre som, prova de vinhos e cenário natural.
No fim da primeira noite, o público ficou com vozes na cabeça, copos por pousar e lembranças de canções associadas a uma época. Cambres prepara-se para continuar a receber mais música, vinhos e encontros ao longo do Douro.
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