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Teresinha Landeiro: mais ousada, continua fadista

A fadista Teresinha Landeiro descreve como uma exposição em Lisboa a cativou, ligando-a a três quadros sobre a cidade e abrindo-lhe nova sensibilidade artística

Ao quarto álbum, Teresinha Landeiro rodeia-se de autores como Marcelo Camelo, Amaro Freitas, António Zambujo, Luísa Sobral e Mimi Froes, e é acompanhada por vibrafone, uma orquestra e a voz de Dino D’Santiago
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  • Teresinha Landeiro, fadista, descreve uma mudança na relação com a pintura em 2019, após uma experiência em Lisboa.
  • O momento ocorreu numa exposição colectiva no Príncipe Real, acompanhada pelo guitarrista Pedro de Castro, para ver uma obra de um aguarelista português.
  • O quadro situado ao fundo da sala cativou-a de imediato; ao desviar o olhar, ficou “completamente ligada a três quadros sobre Lisboa”.
  • A experiência fez com que tudo à sua volta parecesse desfocado, como se o cérebro colocasse em segundo plano o que não estivesse nas molduras.
  • O episódio é apresentado como um ponto de viragem na sua maturidade artística e na forma como encara a arte.

Teresinha Landeiro apresenta uma arrojada prova de maturidade, inspirada pela pintura de Alfredo Luz. O projeto, intitulado Será que lhe Descobres a Poesia?, surge como uma exploração artística da fadista. A ideia partiu da artista em ligação com a obra visual.

Até 2019, Teresinha não se sentia especialmente tocada pela pintura. Frequentava museus, apreciava o que via, mas não se deixava inspirar de forma marcante. A experiência era comum, sem que isso gerasse um arrebatamento consciente.

Em Lisboa, no Príncipe Real, durante uma exposição colectiva, acompanhou o guitarrista Pedro de Castro com o objetivo de ver uma obra de um aguarelista português. No fundo da sala, a pintura cativou-a, e, ao desviar o olhar, ligou-se a três quadros sobre Lisboa, elevando o estado de percepção de forma súbita.

Mudança de percepção

A fadista descreve a vivência como um momento de percepção ampliada, com a sensoriedade a desfocar o entorno. O episódio ocorreu num contexto de exposição conjunta, revelando uma ligação entre a obra observada e telas de Lisboa que se tornaram centrais para a experiência criativa.

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