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Marisa Liz revela como PHDA e autismo a fizeram sentir-se estranha

Marisa Liz revela que PHDA e autismo moldaram a sua música, transformando confusão em criação e anunciando tour com colaboração multicultural

Marisa Liz aborda saúde mental e novo disco em entrevista
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  • A cantora Marisa Liz lançou o disco Relatos de Um Coração Confuso, que aborda lutas, autoconhecimento e saúde mental.
  • No interview, revela que os seus diagnósticos de PHDA e autismo a faziam sentir-se estranha, levando-a a usar a música como forma de expressão.
  • A artista defende que a confusão pode ser um caminho de criatividade e aprendizado, não um problema, especialmente para quem é neurodivergente.
  • O álbum conta com convidados de luxo, incluindo Monobloco, Paulo Moska, Rui Veloso e Camané, destacando a natureza coletiva do projeto.
  • A digressão começa em junho, com a banda atual e planos de levar uma orquestra ao palco num próximo passo, mantendo a colaboração regular com músicos próximos.

Marisa Liz lança o disco Relatos de Um Coração Confuso e concedeu uma entrevista em que aborda a relação entre saúde mental, criatividade e a sua forma de entender a música. O trabalho surge como um espaço de reflexão sobre lutas internas e a procura de sentido, articuladas pela própria cantora.

A artista explica que o título guardava-se há cerca de dois anos e reflecte a confusão causada pela perceção de si mesma enquanto cantora e compositora. A obra nasce da inquietação gerada pelo mundo, pela humanidade e pela distância entre as pessoas, acredita ela, que encontrou na música uma forma de expressão.

Ela confirma que os diagnósticos de PHDA e de autismo foram fatores que a faziam sentir-se fora do planeta. Segundo a cantora, o cérebro lê e percebe ligações de modo diferente, o que a levou a associar a confusão a uma força criativa que se tornou caminho, não problema, com o tempo.

Convidados de luxo

A sessão de gravação do disco envolve uma equipa extensa, com participação de nomes relevantes. Entre eles estão os Monobloco, o dueto com Paulo Moska e duetos com Rui Veloso e Camané, que aparecem como convidados de relevo nesta coletânea.

A artista sublinha que a partilha está no âmago do projeto, lembrando que, apesar do disco parecer um trabalho a solo, ele só ganha forma graças a uma rede de colaboradores que contribuem com talento, emoção e ideias diversas.

Tour e banda

A digressão tem início previsto para junho, com datas a anunciar em breve. A apresentação, que deverá acompanhar o conceito fotográfico e o visual do disco, poderá, num futuro próximo, incorporar toda a “orquestra” que participa no projeto.

A banda de apoio mantém-se estável desde o ano anterior, com Gui Salgueiro nas teclas e direção musical, Ricardo Dani na bateria, Filipe Neves no baixo e Vasco Duarte na guitarra. A equipa, de várias participações anteriores, mantém o rumo partilhado.

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