- Bad Bunny realizou dois concertos em Lisboa, no Estádio da Luz, como parte da digressão mundial “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”, atraindo cerca de 120 mil fãs no total.
- A setlist incluiu cerca de trinta músicas, maioritariamente do sexto álbum Debí Tirar Más Fotos (lançado em janeiro de 2025).
- O rapper abordou temas da história de Porto Rico, incluindo as revoltas de Vieques e a ocupação dos EUA, com mensagens de amor e resistência entre músicas.
- Houve participações especiais, incluindo Sech na Casita, e um momento com a atuação de “A minha casinha” de Xutos & Pontapés, com o estádio a cantar.
- O espectáculo abriu com La Mudanza e incluiu canções como El Apagón, Turista, NUEVAYoL e DTMF, que refletem crises energéticas, turismo, emigração e neocolonialismo.
Bad Bunny atuou em Lisboa pela primeira vez numa digressão mundial que levou o artista porto-riquenho a encher o Estádio da Luz durante duas noites. O concerto abriu com a habituação energia de palco, luzes e coreografias, atraindo milhares de fãs que vestiam as cores da artista.
A atuação, integrada na digressão “DeBÍ TiRAR Más Fotos”, marcou a estreia de Bad Bunny em Portugal. O repertório aproximou-se do seu sexto álbum, Debí Tirar Más Fotos, lançado em janeiro de 2025, com perto de 30 temas tocados em cada noite. Entre os êxitos, destacaram-se DTMF, NUEVAYoL e Baile Inolvidable.
Os concertos contaram com numerosos momentos de integração entre o público e o artista, que transmitiu mensagens de esperança e de afeto aos cerca de 120 mil fãs presentes nas duas noites. O artista reforçou que, durante a vivência, o amor deve ser abundante, repetindo a ideia que norteou a atuação.
No alinhamento, houve uma forte presença de temas que abordam a cultura porto-riquenha, a história política da ilha e o neocolonialismo. A iluminação boreal, a fusão de ritmos como reggaeton, salsa e plena, e a participação de convidados contribuíram para uma narrativa musical com referências históricas.
Em Lisboa, a produção levou o público a uma viragem entre canções como La Mudanza, El Apagón e NUEVAYoL, com mensagens que refletem crises económicas, tensões estatais e a diáspora porto-riquenha. A apresentação incluiu uma homenagem aos movimentos locais de resistência e às tradições musicais da ilha.
Contexto histórico e cultural
Um quadro analítico apresentado por investigadores portugueses associou as canções a uma perspetiva de neocolonialismo e de luta pela autodeterminação. Em particular, a ocupação histórica de Porto Rico e a relação com os EUA foram temas de referência nas comunicações entre música e protesto.
Entre os momentos especiais, destacou-se a presença de um convidado que subiu ao palco para interpretar temas em conjunto com Bad Bunny. A performance incluiu a releitura de uma faixa emblemática da música portuguesa, cantada pela audiência, como forma de intercâmbio cultural entre Porto Rico e Portugal.
A digressão enfatiza ainda a importância da herança linguística do espanhol boricua, avivada por expressões da ilha e pela narrativa de resistência associada às comunidades portoriquenas nos EUA, nomeadamente em Nova Iorque. A ligação entre identidade musical e história social foi reforçada pela escolha de repertório.
Ao longo do espectáculo, o público acompanhou com entusiasmo as leituras visuais e sonoras que enfatizam a relação de Porto Rico com o turismo, a gentrificação e os impactos económicos locais. O show destacou a diversidade de estilos, desde o reggaeton ao salsa, passando pela plena.
Próximos passos
Após Lisboa, Bad Bunny prossegue para Madrid, com um conjunto de 10 concertos marcados para a cidade, seguindo-se apresentações na Alemanha, nos Países Baixos, no Reino Unido, na França, na Suécia, na Polónia, na Itália e na Bélgica. A agenda confirma uma tournée europeia extensa para o ano.
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