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Bad Bunny em Lisboa deixa mensagem sobre amar ao máximo enquanto vivem

Bad Bunny apresenta Porto Rico em Lisboa, com mensagens de esperança a 120 mil fãs durante duas noites no Estádio da Luz

ARQUIVO (10.12.2025): O músico porto-riquenho Bad Bunny atua num concerto durante a sua digressão «DeBÍ TiRAR MáS FOToS» na Cidade do México,
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  • Bad Bunny realizou dois concertos em Lisboa, no Estádio da Luz, como parte da digressão mundial “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”, atraindo cerca de 120 mil fãs no total.
  • A setlist incluiu cerca de trinta músicas, maioritariamente do sexto álbum Debí Tirar Más Fotos (lançado em janeiro de 2025).
  • O rapper abordou temas da história de Porto Rico, incluindo as revoltas de Vieques e a ocupação dos EUA, com mensagens de amor e resistência entre músicas.
  • Houve participações especiais, incluindo Sech na Casita, e um momento com a atuação de “A minha casinha” de Xutos & Pontapés, com o estádio a cantar.
  • O espectáculo abriu com La Mudanza e incluiu canções como El Apagón, Turista, NUEVAYoL e DTMF, que refletem crises energéticas, turismo, emigração e neocolonialismo.

Bad Bunny atuou em Lisboa pela primeira vez numa digressão mundial que levou o artista porto-riquenho a encher o Estádio da Luz durante duas noites. O concerto abriu com a habituação energia de palco, luzes e coreografias, atraindo milhares de fãs que vestiam as cores da artista.

A atuação, integrada na digressão “DeBÍ TiRAR Más Fotos”, marcou a estreia de Bad Bunny em Portugal. O repertório aproximou-se do seu sexto álbum, Debí Tirar Más Fotos, lançado em janeiro de 2025, com perto de 30 temas tocados em cada noite. Entre os êxitos, destacaram-se DTMF, NUEVAYoL e Baile Inolvidable.

Os concertos contaram com numerosos momentos de integração entre o público e o artista, que transmitiu mensagens de esperança e de afeto aos cerca de 120 mil fãs presentes nas duas noites. O artista reforçou que, durante a vivência, o amor deve ser abundante, repetindo a ideia que norteou a atuação.

No alinhamento, houve uma forte presença de temas que abordam a cultura porto-riquenha, a história política da ilha e o neocolonialismo. A iluminação boreal, a fusão de ritmos como reggaeton, salsa e plena, e a participação de convidados contribuíram para uma narrativa musical com referências históricas.

Em Lisboa, a produção levou o público a uma viragem entre canções como La Mudanza, El Apagón e NUEVAYoL, com mensagens que refletem crises económicas, tensões estatais e a diáspora porto-riquenha. A apresentação incluiu uma homenagem aos movimentos locais de resistência e às tradições musicais da ilha.

Contexto histórico e cultural

Um quadro analítico apresentado por investigadores portugueses associou as canções a uma perspetiva de neocolonialismo e de luta pela autodeterminação. Em particular, a ocupação histórica de Porto Rico e a relação com os EUA foram temas de referência nas comunicações entre música e protesto.

Entre os momentos especiais, destacou-se a presença de um convidado que subiu ao palco para interpretar temas em conjunto com Bad Bunny. A performance incluiu a releitura de uma faixa emblemática da música portuguesa, cantada pela audiência, como forma de intercâmbio cultural entre Porto Rico e Portugal.

A digressão enfatiza ainda a importância da herança linguística do espanhol boricua, avivada por expressões da ilha e pela narrativa de resistência associada às comunidades portoriquenas nos EUA, nomeadamente em Nova Iorque. A ligação entre identidade musical e história social foi reforçada pela escolha de repertório.

Ao longo do espectáculo, o público acompanhou com entusiasmo as leituras visuais e sonoras que enfatizam a relação de Porto Rico com o turismo, a gentrificação e os impactos económicos locais. O show destacou a diversidade de estilos, desde o reggaeton ao salsa, passando pela plena.

Próximos passos

Após Lisboa, Bad Bunny prossegue para Madrid, com um conjunto de 10 concertos marcados para a cidade, seguindo-se apresentações na Alemanha, nos Países Baixos, no Reino Unido, na França, na Suécia, na Polónia, na Itália e na Bélgica. A agenda confirma uma tournée europeia extensa para o ano.

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