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Morre aos 95 anos a lenda do jazz Sonny Rollins

Morreu aos 95 anos o saxofonista Sonny Rollins, ícone do bebop, com mais de 60 álbuns e influência duradoura no jazz

Morre aos 95 anos Sonny Rollins, lenda do jazz 'Saxophone Colossus'
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  • Morreu aos 95 anos o saxofonista de jazz Sonny Rollins, considerado uma lenda do género, em casa em Woodstock, Nova Iorque.
  • Rollins, nascido Theodore Walter Rollins em Harlem, destacou-se ao longo de mais de seis décadas e colaborou com nomes como Miles Davis, Dizzy Gillespie, Charlie Parker e John Coltrane.
  • Entre os álbuns que o tornaram célebre estão Saxophone Colossus (1957) e The Bridge (1962); outros clássicos incluem Way Out West (1957) e A Night at the Village Vanguard (1958).
  • A causa da morte não foi divulgada; o músico sofria de fibrose pulmonar e outros problemas respiratórios nos últimos anos.
  • Recebeu várias distinções, incluindo a Medalha Nacional das Artes em 2010 e uma homenagem do Kennedy Center em 2011.

Morreu aos 95 anos Sonny Rollins, ícone do jazz norte-americano, conhecido como o colosso do saxofone. A notícia foi confirmada pela agente Terri Hinte, que descreveu Rollins como uma das figuras mais premiadas da música norte-americana.

O saxofonista tenor faleceu em casa, em Woodstock, Nova Iorque, na tarde de segunda-feira. A causa não foi divulgada, mas Rollins enfrentava fibrose pulmonar e problemas respiratórios nos últimos anos, deixando de viajar para digressões em 2012.

Nascido Theodore Walter Rollins, em Harlem, em 1930, foi um dos últimos grandes nomes do bebop. Destacou-se pela improvisação e pela vontade de explorar novas sonoridades ao longo de seis décadas de carreira.

Rollins gravou mais de 60 álbuns como líder, incluindo Saxophone Colossus (1957) e The Bridge (1962), álbuns hoje considerados pilares do jazz. Também integraram o seu repertório Way Out West e Freedom Suite, entre outros.

Entre colaborações, trabalhou com Miles Davis, Dizzy Gillespie, Charlie Parker, John Coltrane e Thelonious Monk. Realizou uma influência duradoura em gerações de músicos e fãs ao longo da carreira.

O músico recebeu numerosos reconhecimentos, entre eles a Medalha Nacional das Artes, em 2010, e uma distinção do Kennedy Center em 2011. Barack Obama disse que Rollins o inspirou a arriscar mais na sua prática artística.

Em 2017, Saxophone Colossus foi incluído no Registo Nacional de Gravações da Biblioteca do Congresso dos EUA, descrito como um álbum definidor da carreira de Rollins. A peça destacou a combinação de poder, graça e humor nos solos.

Rollins também participou em obras para o cinema e colaborou com artistas de outros géneros, incluindo o álbum Tattoo You dos Rolling Stones, em 1981, com participação na faixa Waiting on a Friend.

Ao longo da vida, Rollins descreveu-se como um trabalho em andamento, mantendo a curiosidade musical. O legado fica marcado por uma abordagem de improvisação contínua e pela influência no jazz moderno.

Rollins deixa o sobrinho Clifton Anderson e as sobrinhas Vallyn Anderson e Gabrielle DeGroat. A indústria musical homenageia um dos pilares do jazz moderno e do bebop.

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